
Chuva de 800 meteoros ilumina céu em pequena cidade de SC
Popularmente chamados de “estrelas cadentes”, os meteoros são corpos celestes pequenos que cruzam o espaço e entram na atmosfera terrestre, incendiando-se parcial ou completamente devido à...
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Por Diego Cavalcante
Um espetáculo no céu foi flagrado por câmeras em Monte Castelo, no Planalto Norte de Santa Catarina. O fenômeno Delta Aquáridas do Sul (SDA), com uma chuva com cerca de 800 meteoros, iluminou a noite entre a última terça e quarta-feira (30).
Popularmente chamados de “estrelas cadentes”, os meteoros são corpos celestes pequenos que cruzam o espaço e entram na atmosfera terrestre, incendiando-se parcial ou completamente devido à interação com a atmosfera e oxigênio, conforme explica Marcelo de Cicco, coordenador do projeto de monitoramento de meteoros Exoss.
Em Monte Castelo, cinco câmeras de Jocimar Justino Souza, que é astrônomo amador, registraram o fenômeno, entre a noite de terça (29) e a madrugada de quarta-feira (30). Ao menos 800 meteoros foram registados, conforme divulgado pela estação de monitoramento da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon) e a Global Meteor Network (GMN).
O pico para a observação do fenômeno Delta Aquáridas do Sul era esperado para a madrugada de 31 de julho. Esta chuva é caracterizada por uma taxa de 15 a 25 meteoros por hora no dia do pico, com velocidade média de 41 km/h.
O que são chuvas de meteoros?
As chuvas de meteoros na Terra são causadas por fluxos de meteoroides que atingem aatmosfera. Esses meteoroides são fragmentos de rocha do tamanho de areia e seixos que foram liberados de seu cometa original. Alguns cometas não estão mais ativos e passam a ser chamados de asteroides.
Estes eventos astronômicos são mais visíveis em locais com céus escuros, longe da poluição luminosa das cidades e subúrbios.
Qual é a importância de pesquisas sobre o fenômeno?
De acordo com as informações do Observatório Nacional do Ministério da Ciência e Tecnologia, estudar chuvas de meteoros ajuda a estimar a quantidade e período de maior incidência de detritos provenientes de correntes de meteoroides que a Terra atravessa periodicamente.
Assim, missões espaciais e centros de controle de satélites podem aprimorar estratégias de proteção para suas naves e equipamentos em órbita próxima à Terra e Lua.
As chuvas de meteoros também ajudam a compreender a formação do Sistema Solar, pois ao investigar as propriedades dos detritos, é possível entender mais sobre os cometas e até mesmo fragmentos lunares e marcianos, resultantes de impactos antigos, assim como NEOS (Near Earth Objects), objetos próximos à órbita terrestre com atividade.
Com informações do NSC Total
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