
Tsunami atinge o Japão após terremoto de magnitude 8,8 na Rússia
Imagens divulgadas pelo portal Sputnik mostraram o mar revolto se aproximando da costa japonesa. Em Mukawa, cidade próxima ao litoral de Hokkaido, moradores buscaram abrigo no...
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Por Diego Cavalcante
Ondas gigantes atingiram a costa de Hokkaido, no norte do Japão, nesta quarta-feira (30), após um terremoto de magnitude 8,8 sacudir a península de Kamchatka, na Rússia. O forte tremor, um dos mais intensos já registrados nas últimas décadas na região, provocou tsunamis na Rússia, no Japão, no Havaí e gerou alertas em outros países, como México, Guatemala e Equador.
Imagens divulgadas pelo portal Sputnik mostraram o mar revolto se aproximando da costa japonesa. Em Mukawa, cidade próxima ao litoral de Hokkaido, moradores buscaram abrigo no topo do prédio do Corpo de Bombeiros de Iburitobu, conforme registrado por imagens aéreas.
O terremoto ocorreu ainda na madrugada (horário local), próximo à cidade russa de Petropavlovsk-Kamchatskiy, com cerca de 165 mil habitantes, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Como o epicentro foi raso, o potencial destrutivo foi elevado, o que levou as autoridades a emitirem alertas de tsunami de forma antecipada tanto na Rússia quanto no Japão.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) incluiu a ilha de Hokkaido na zona de risco de tsunami, e o secretário-chefe do gabinete japonês, Yoshimasa Hayashi, pediu que “todos nas regiões costeiras evacuem imediatamente para áreas elevadas ou prédios seguros, desde Hokkaido até a província de Wakayama”.
No Havaí, o impacto também foi significativo. Banhistas e salva-vidas abandonaram as praias de Honolulu, e uma ordem de evacuação foi emitida, mas posteriormente suspensa. Ainda assim, voos foram cancelados e o alerta de tsunami, inicialmente elevado, foi rebaixado. O Sistema de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos advertiu para “ondas perigosas e destrutivas” e orientou que a população costeira tomasse medidas imediatas.
Países da América Latina também adotaram medidas preventivas. No México, a Marinha recomendou que a população se mantivesse longe das praias do Pacífico, onde eram esperadas ondas de até um metro de altura. O tráfego marítimo foi suspenso. A Guatemala também emitiu alerta, embora com risco considerado baixo. No Equador, autoridades alertaram para a possibilidade de ondas atingirem as Ilhas Galápagos, localizadas a cerca de mil quilômetros da costa continental.
As autoridades continuam monitorando a situação e reforçam os pedidos de atenção às orientações oficiais em todas as regiões sob risco.
Com informações do Metrópoles
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