
Nova lei amplia direito de mulheres a cirurgia reparadora de mama no SUS
A nova norma foi sancionada pela Presidência da República na quinta-feira (17). O texto não teve vetos e entrará em vigor em quatro meses. A lei também assegura, no âmbito...
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Por Katiane Fermino
Uma nova lei 15.171 amplia o direito das mulheres de recorrer ao SUS para realizar a cirurgia plástica reparadora de mama. Antes era direito apenas para mulheres que estavam em tratamento de câncer, agora isso também será possível em caso de mutilação total ou parcial do órgão, independentemente da causa.
A nova norma foi sancionada pela Presidência da República na quinta-feira (17). O texto não teve vetos e entrará em vigor em quatro meses. A lei também assegura, no âmbito do SUS, o direito ao acompanhamento psicológico e multidisciplinar especializado para as mulheres com mutilação total ou parcial de mama por causa de técnica cirúrgica.
Planos de saúde
A nova lei determina que os plano de saúde privados deverão oferecer o procedimento (a cirurgia reparadora) nesses mesmos casos.
O texto também prevê, no âmbito dos planos de saúde privados, a reconstrução simultânea ou imediata da mama quando houver mutilação causada por cirurgia:
“Em caso de mutilação decorrente de tratamento cirúrgico, será utilizada, salvo contraindicação médica, a técnica cirúrgica de reconstrução simultânea ou imediata da mama, realizada em continuidade à intervenção cirúrgica que provocou a mutilação, respeitada a autonomia da mulher para, plenamente esclarecida, decidir livremente pela execução do procedimento”.
Projeto de lei
Essa lei teve origem no PL 2.291/2023, projeto de autoria da senadora senadora Margareth Buzetti (PSD-MT).
Durante a análise dessa matéria no Senado, o projeto recebeu parecer favorável na CAS (Comissão de Assuntos Sociais), em setembro de 2023 — a relatora na época era a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Após passar pelo Senado, o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados em junho, quando foi então enviado para a sanção da Presidência da República.
A nova lei altera outra duas normas: a Lei 9.797, de 6 de maio de 1999, que trata da reconstrução de mama em unidades do SUS em casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer; e a Lei 9.656, de 3 de junho de 1998, que trata de planos e seguros privados de assistência à saúde.
Fonte: Agência Senado
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