
Raia Drogasil é condenada após cancelar pedido de remédio e atrasar reembolso em compra online feita em Cascavel
O consumidor havia comprado o medicamento Carbolitium, essencial para seu tratamento, diretamente pelo site da farmácia, com a promessa de retirada rápida na loja física. Pagou...
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Por Redação CGN
Um caso ocorrido em Cascavel levanta um importante alerta para consumidores que utilizam o sistema de compras online oferecido pela rede de Farmácias Raia Drogasil. Um idoso que depende de medicação contínua teve seu pedido cancelado sem explicações pela plataforma digital da Raia Drogasil e só recebeu o dinheiro de volta depois de acionar a Justiça.
O consumidor havia comprado o medicamento Carbolitium, essencial para seu tratamento, diretamente pelo site da farmácia, com a promessa de retirada rápida na loja física. Pagou R$ 219,86 via PIX, conforme orientações da plataforma. No entanto, poucas horas depois, foi surpreendido por um e-mail informando que o pedido havia sido cancelado. Ao procurar a loja, foi informado de que teria que fazer um novo pagamento para conseguir o remédio — e que o valor anterior seria reembolsado em até 24 horas.
O prazo não foi cumprido. O cliente, que é aposentado e utiliza boa parte de sua renda para arcar com medicamentos, tentou contato por diversos canais, como e-mail e WhatsApp, mas não obteve sucesso. Diante do silêncio da empresa, recorreu ao Juizado Especial Cível de Cascavel, onde ficou comprovado que a devolução do dinheiro só foi feita depois que a farmácia foi citada judicialmente.
Apesar da empresa ter alegado que o problema foi causado por uma falha no sistema, o juiz entendeu que houve descaso com o consumidor. “Houve falha na prestação de serviço”, registrou na sentença. A farmácia foi condenada a devolver o valor em dobro, como prevê o Código de Defesa do Consumidor em casos de cobrança indevida. O pedido de indenização por danos morais foi negado, por entender-se que a situação não causou prejuízo psicológico comprovado.
O caso chama atenção porque o modelo de “compra online com retirada em loja” tem sido fortemente promovido como alternativa prática e moderna. No entanto, quando o sistema falha — e a empresa não responde adequadamente — quem sofre é o consumidor, especialmente os mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas.
A decisão é de Primeira Instância e cabe recurso, podendo ser reformada pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
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