
Filho é preso suspeito de assassinar professora Soraya Tatiana Bomfim
O corpo de Soraya foi encontrado no último domingo (20/7), sob um viaduto na avenida Adélia Issa, bairro Conjunto Caieiras, em Vespasiano (MG). A vítima estava...
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Por Silmara Santos
No dia em que familiares e amigos realizam a missa de sétimo dia da morte da professora de história Soraya Tatiana Bomfim, de 56 anos, a Polícia Civil prendeu, na tarde desta sexta-feira (25/7), o principal suspeito do crime: o próprio filho da vítima, de 32 anos. A informação foi confirmada ao jornal O TEMPO por uma pessoa ligada à investigação do caso, que abalou a região metropolitana de Belo Horizonte.
O corpo de Soraya foi encontrado no último domingo (20/7), sob um viaduto na avenida Adélia Issa, bairro Conjunto Caieiras, em Vespasiano (MG). A vítima estava parcialmente coberta por um lençol, vestindo apenas uma blusa cinza. Conforme o registro policial, a perícia identificou marcas semelhantes a queimaduras nas partes internas das coxas e manchas de sangue nas partes íntimas, levantando a suspeita de violência sexual. No local, foi encontrado apenas um óculos escuro, sem documentos de identificação.
Segundo informações obtidas pela reportagem, imagens do sistema de segurança do condomínio onde Soraya morava foram recolhidas, além de vídeos que mostram o carro da professora circulando pela Linha Verde nos dois sentidos. Esses registros foram fundamentais para o avanço das investigações.
O desaparecimento de Soraya foi comunicado à polícia pelo próprio filho, que teria sido a última pessoa a vê-la, na noite de sexta-feira (18/7). Segundo seu relato, ele teria saído de casa por volta das 20h para viajar à Serra do Cipó, deixando a mãe na sala, vestida com uma camisola cinza. Na manhã seguinte, ao tentar contato telefônico sem sucesso, o filho pediu que uma tia, moradora do mesmo prédio, fosse até o apartamento. Sem obter resposta, acionaram um chaveiro para abrir o imóvel, mas não encontraram vestígios da professora.
O filho, junto ao pai — ex-companheiro da vítima —, buscou informações em hospitais, no Instituto Médico-Legal (IML) e com amigas de Soraya. O desaparecimento foi divulgado pelo Colégio Santa Marcelina, onde a professora trabalhou por anos.
O suspeito, Matteos França, é formado em relações públicas por uma universidade particular de Belo Horizonte e se apresenta em redes sociais como analista de marketing e social media. Segundo seu perfil no LinkedIn, ocupava o cargo de assessor de comunicação estratégica da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDS) do governo de Minas Gerais desde 2021.
Na última terça-feira (22/7), horas após o sepultamento da mãe, Matteos publicou uma mensagem de despedida em seu perfil no Instagram: “Vai em paz, minha baianinha, com meu amor eterno e com a certeza de que sua luz nunca vai se apagar. Você fez, é e sempre será uma linda história! Te amo para sempre”.
A identificação oficial de Soraya foi feita pelo próprio filho no IML, após suspeitas levantadas pela polícia a partir de informações do sistema.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que ainda apura as circunstâncias do crime e a possível motivação.
Fonte: O Tempo
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