
Nove meses de terror: indígena relata abusos por policiais enquanto presa com filho recém-nascido
Os abusos: A vítima relatou que os estupros aconteciam durante plantões noturnos, inclusive no puerpério (pós-parto). Ela só denunciou após ser transferida para a cadeia feminina...
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Por Allan Machado
Uma mulher indígena da etnia kokama denunciou ter sido estuprada por quatro policiais e um guarda municipal enquanto cumpria prisão na 53ª Delegacia de Santo Antônio do Igá (AM). Os abusos ocorreram entre novembro de 2022 e agosto de 2023, período em que ela ficou detida em cela masculina com o filho recém-nascido.
Os abusos: A vítima relatou que os estupros aconteciam durante plantões noturnos, inclusive no puerpério (pós-parto). Ela só denunciou após ser transferida para a cadeia feminina de Manaus, onde cumpre pena por homicídio.
– Provas médicas: O IML confirmou violência sexual em laudo de agosto de 2023, mas não identificou os autores.
– Condições da prisão: A indígena ficou em cela improvisada, sem estrutura para mulheres ou crianças, conforme relatos de advogados e autoridades.
– Ação judicial: A defesa pediu R$ 530 mil de indenização por danos morais. Duas propostas de acordo foram recusadas por valores “irrisórios”.
– O MP do Amazonas classificou o caso como “grave violação de direitos humanos”.
– A Polícia Civil e a Corregedoria abriram investigações.
– A Defensoria Pública solicitou regime domiciliar para a vítima.
O caso expõe falhas brutais no sistema prisional e a vulnerabilidade de mulheres indígenas encarceradas. Enquanto as investigações seguem, a vítima aguarda justiça — e o Amazonas enfrenta críticas por condições desumanas nas delegacias do interior.
Fonte: Tribuna do Nordeste
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