AMP

Lula desafia Trump no truco: ‘Se ele trucar, vai tomar um seis’, diz presidente

A fala do presidente brasileiro veio um dia após o governo do Brasil criticar formalmente, na Organização Mundial do Comércio (OMC), as tarifas impostas pelos Estados...

Publicado em

Por Silmara Santos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez, nesta quinta-feira (24/7), uma analogia entre as negociações comerciais do Brasil com os Estados Unidos e o tradicional jogo de truco, afirmando estar pronto para “dobrar a aposta” diante das recentes medidas protecionistas anunciadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A declaração ocorreu durante cerimônia em Minas Novas, Minas Gerais, onde Lula anunciou novos investimentos em educação indígena e quilombola, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A fala do presidente brasileiro veio um dia após o governo do Brasil criticar formalmente, na Organização Mundial do Comércio (OMC), as tarifas impostas pelos Estados Unidos no início do mês. Segundo Lula, Trump estabeleceu um prazo até o dia 1º para uma resposta do Brasil, sob ameaça de aplicar uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros. “Quero contar uma coisa para vocês: eu não sou mineiro, mas eu sou bom de truco, e se ele estiver trucando, ele vai tomar um seis”, afirmou o petista, referindo-se à dinâmica do jogo popular em Minas Gerais e outros estados, em que aumentar a aposta pode levar a uma vitória decisiva.

Lula destacou o histórico de negociações com o governo norte-americano, mencionando que foram realizadas dez reuniões e que, em 16 de maio, o Brasil enviou uma carta solicitando esclarecimentos sobre as propostas discutidas. “Não responderam; o que responderam foi um site”, criticou o presidente, em referência à publicação da resposta de Trump em uma rede social.

O chefe da Casa Branca justificou a taxação de 50% como uma reação ao que classificou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Trump também alegou a existência de um déficit comercial entre os dois países, argumento rebatido por integrantes do governo Lula.

Na quarta-feira (23/7), o Brasil reiterou, na OMC, críticas às ações dos Estados Unidos, qualificando-as como tentativas de interferência em assuntos internos, especialmente nos processos envolvendo Donald Trump. “Tarifas arbitrárias, anunciadas e implementadas de forma caótica, estão desorganizando as cadeias globais de valor e ameaçam lançar a economia mundial em uma espiral de preços elevados e estagnação”, declarou o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough. Ele ressaltou o compromisso do Brasil com a diplomacia e defendeu o reforço do multilateralismo, além da necessidade de a OMC retomar seu papel central na resolução de controvérsias comerciais.

Durante a cerimônia em Minas Novas, Lula assinou portarias relativas à Política Nacional de Educação Escolar Indígena e à Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (Novo Pronacampo), consolidando compromissos com a educação de populações tradicionais.

Fonte: Metrópoles

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X