24 de julho é o Dia Internacional do BDSM

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O termo BDSM é um acrônimo de várias práticas sexuais e afetivas, que podem incluir desde leves jogos de poder consensuais até experiências mais intensas com dor e controle.
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Imagem ilustrativa gerada por IA/Diego Cavalcante

Por Diego Cavalcante

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Nesta quarta-feira, 24 de julho, é celebrado o Dia Internacional do BDSM, prática que envolve jogos eróticos baseados em bondage, dominação, submissão e masoquismo. A data, embora pouco conhecida do grande público, representa um marco importante para a comunidade BDSM, que há décadas luta contra preconceitos e busca visibilidade, respeito e reconhecimento.

O termo BDSM é um acrônimo de várias práticas sexuais e afetivas, que podem incluir desde leves jogos de poder consensuais até experiências mais intensas com dor e controle. O principal pilar do BDSM é o consentimento mútuo, informado e entusiástico — o famoso “SSC”: são, seguro e consensual.

A escolha da data remete à aprovação, em 24 de julho de 2003, da chamada “Resolução 48” na Alemanha, que reconheceu o BDSM como uma forma legítima de expressão sexual, sem ser automaticamente associado à violência ou à patologia. A partir daí, diversos países aderiram à ideia de comemorar a data como símbolo de orgulho e afirmação identitária.

Para muitos praticantes, o BDSM vai além da esfera sexual. Trata-se de uma filosofia de vida que preza pelo diálogo transparente, respeito aos limites individuais e autoconhecimento. “O BDSM não é sobre dor, é sobre confiança. É um espaço seguro onde as pessoas podem explorar seus desejos mais profundos com liberdade e responsabilidade”, explica uma dominatrix que prefere não se identificar.

Ao longo dos últimos anos, o BDSM tem ganhado espaço na cultura pop, especialmente após o sucesso da trilogia “50 Tons de Cinza”. Apesar das críticas à obra por retratar práticas abusivas sem o devido contexto do consentimento, o tema passou a ser mais discutido e desmistificado.

No Brasil, grupos da comunidade costumam celebrar a data com encontros, rodas de conversa, workshops e campanhas de conscientização nas redes sociais. A luta, no entanto, ainda é por mais respeito e menos tabu. Afinal, como lembram os praticantes: “não há nada de errado entre adultos que se relacionam com responsabilidade, prazer e consentimento”.

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