
Adolescente matou pais e irmão e cogitou comer corpos, diz delegado do caso
Segundo o delegado, antes da consumação do crime, os adolescentes trocavam mensagens discutindo métodos para cometer os assassinatos e o que fazer com os corpos. Em...
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Por Silmara Santos
Conversas entre uma adolescente de 15 anos, moradora de Água Boa (MT), e seu namorado virtual de 14 anos, apontado como autor do assassinato dos próprios pais e do irmão de 3 anos em Itaperuna (RJ), revelam que os menores chegaram a cogitar o canibalismo como forma de ocultar os corpos das vítimas. A informação foi divulgada pelo delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Carlos Augusto Guimarães, em entrevista ao canal Beto Ribeiro, no YouTube, nesta segunda-feira (21).
Segundo o delegado, antes da consumação do crime, os adolescentes trocavam mensagens discutindo métodos para cometer os assassinatos e o que fazer com os corpos. Em uma dessas conversas, surgiu a possibilidade de praticar canibalismo. No entanto, Guimarães ressalta que essas mensagens não necessariamente indicam que havia intenção real de consumir os corpos. “Não sei se iam fazer isso realmente, mas tem conversas ali que falam sobre comer corpos, mas isso não foi levado adiante. Assim como não foi levado adiante a ideia de querer matar a avó, que é uma pessoa que poderia desconfiar de alguma coisa”, afirmou.
O delegado destacou ainda que os dois menores mantiveram contato antes, durante e após o crime, o que, segundo ele, demonstra a participação ativa da adolescente de Mato Grosso no caso. “Eles conversam sobre como se desfazer do corpo, então tem bastante prova da participação dessa outra adolescente nos crimes. Seja induzindo esse garoto, seja instigando a cometer o crime ou comemorando as mortes. É uma coisa horrível”, declarou Guimarães.
O caso
O crime ocorreu em 21 de junho, quando o adolescente de 14 anos matou o pai, Antônio Carlos Teixeira, de 45 anos; a mãe, Inaila Teixeira, de 37 anos; e o irmão de 3 anos, utilizando uma arma de fogo registrada em nome do pai, que era autorizado a possuí-la como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Após os assassinatos, o menor espalhou um produto químico pelo chão, arrastou os corpos e os jogou em uma cisterna da residência. Nos dias seguintes, familiares estranharam o desaparecimento das vítimas e comunicaram a polícia, que localizou os corpos três dias depois durante uma perícia na casa.
O adolescente confessou o crime, alegando que os pais eram contrários ao seu relacionamento virtual com a adolescente de Mato Grosso. Segundo o delegado, ele demonstrou frieza ao afirmar que não se arrependia e que repetiria o ato, se necessário.
As investigações apontaram ainda que, após o crime, o menor buscou informações sobre como receber FGTS de pessoas falecidas e procurava emprego em Água Boa. Também planejava vender a casa e o carro da família por R$ 300 mil e R$ 60 mil, respectivamente.
Ambos os menores foram apreendidos e estão à disposição da Justiça. A adolescente de Água Boa foi transferida para o Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino, antigo Pomeri, em Cuiabá.
Fonte: Repórter MT
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