Dinheiro caiu, mas a assinatura era falsa! Justiça manda Bradesco devolver tudo em dobro para cascavelense

Tudo começou quando o aposentado percebeu descontos mensais em seu benefício e acionou a Justiça para investigar a origem...

Publicado em

Por Redação CGN

Um aposentado de Cascavel venceu uma batalha contra o Banco Bradesco Financiamentos S.A. após descobrir que estava sendo descontado em seu benefício do INSS por um empréstimo que nunca contratou. A Justiça reconheceu que a assinatura usada para liberar o crédito era falsa e determinou que o banco devolva em dobro os valores cobrados indevidamente.

Tudo começou quando o aposentado percebeu descontos mensais em seu benefício e acionou a Justiça para investigar a origem. Segundo a sentença proferida pela 1ª Vara Cível de Cascavel, uma perícia confirmou que ele não assinou o contrato de empréstimo apresentado pelo banco.

“Diante das análises grafotécnicas realizadas sobre os lançamentos caligráficos apostos e contestados, fica evidente que as assinaturas apostas na Cédula de Crédito Bancário e na Declaração de Residência emitidas pelo Banco Bradesco Financiamentos S.A, NÃO PARTIRAM DO PUNHO CALIGRÁFICO DO AUTOR”

Laudo da perita

Apesar de o valor ter sido depositado em sua conta, a juíza responsável pelo caso, Samantha Barzotto Dalmina, entendeu que isso não justifica os descontos, já que não houve autorização formal por parte do aposentado. Assim, o contrato foi considerado inválido.

Com base nas provas apresentadas, a Justiça determinou que o banco devolva todos os valores descontados, em dobro, com correção monetária e juros. A medida segue o que estabelece o Código de Defesa do Consumidor para casos de cobranças indevidas, principalmente quando não há justificativa plausível por parte da instituição.

A magistrada, no entanto, negou o pedido de indenização por danos morais, ao entender que o caso não ultrapassou os limites de um aborrecimento cotidiano.

O caso levanta novamente o alerta sobre fraudes envolvendo empréstimos consignados e destaca a importância de aposentados e pensionistas conferirem regularmente seus extratos e comunicarem qualquer cobrança suspeita.

Em nota à Justiça, o banco alegou que o valor do empréstimo foi creditado diretamente na conta do beneficiário, mas não conseguiu comprovar que houve, de fato, consentimento ou assinatura legítima.

A decisão judicial é de 1ª instância e cabe recurso, podendo ser reformada pelo Tribunal de Justiça do Paraná.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X