Funcionário finge vendas, fatura bônus e é demitido por fraude

Publicado em

Segundo informações fornecidas pela PMMG, o episódio teve início no dia 4 de julho, quando o colaborador emitiu uma nota fiscal com valor falso, simulando uma venda com o objetivo de atingir metas mensais e garantir bonificações financeiras.
AMP
Foto: PM

Por Silmara Santos

Atualizado em

Um funcionário do departamento de peças de uma concessionária foi demitido por justa causa após ser acusado de praticar estelionato contra a empresa. O caso foi registrado nesta terça-feira (15/7), quando o gerente de peças compareceu à base de segurança comunitária localizada na Praça Rui Barbosa, no Centro de Uberaba, para relatar o ocorrido à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Segundo informações fornecidas pela PMMG, o episódio teve início no dia 4 de julho, quando o colaborador emitiu uma nota fiscal com valor falso, simulando uma venda com o objetivo de atingir metas mensais e garantir bonificações financeiras. O funcionário solicitou ao departamento fiscal o cancelamento de uma nota fiscal emitida em 30 de junho, no valor de R$ 7.437,01, destinada a um cliente. Inicialmente, ele alegou ter informado o valor incorreto ao cliente, justificando assim o pedido de cancelamento.

No entanto, após ser questionado pelo gestor do setor, o funcionário confessou que a nota havia sido emitida de forma simulada, exclusivamente para cumprir a meta de vendas do mês. De acordo com a apuração dos militares, ficou evidenciado que o colaborador já vinha adotando a mesma prática em outros fechamentos mensais, simulando vendas para obter vantagens indevidas.

A conduta resultou em prejuízos financeiros à empresa, tanto pelo recolhimento indevido de tributos sobre vendas fictícias quanto pelo pagamento de bonificações e encargos trabalhistas sem justificativa. A premiação financeira aos vendedores do departamento de peças é paga via folha de pagamento, o que agravou o impacto das ações do funcionário.

Durante análise mais aprofundada no sistema interno da empresa, foi identificada a repetição do procedimento. Uma segunda nota fiscal falsa, no valor de R$ 7.494,73, foi emitida em 31 de maio para o mesmo cliente e cancelada no mês seguinte.

Diante da confissão e da gravidade dos fatos, a concessionária procedeu à demissão do colaborador por justa causa, conforme previsto na legislação trabalhista vigente. O caso segue sob apuração da Polícia Militar de Minas Gerais.

Fonte: O Tempo

X