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Desespero faz mãe apelar para aqueles que podem ter matado Alison: “a gente já não tem mais pra onde ir”

Ela pede que informações, mesmo que anônimas, indiquem onde o corpo do jovem está...

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Por Fábio Wronski

A expressão: “A mãe é que sofre” reflete claramente o momento em que a senhora Claurenice Padilha, mãe do jovem Alison Padilha, está vivendo. A angústia e incerteza diante do desaparecimento, ocorrido no dia 20 do mês passado, fez a família perder a esperança de encontrar o rapaz com vida.

Desde que recebeu um bilhete anônimo com a mensagem “Você quer seu filho? Vai buscar atrás da Lar, no milharal”, ela tem liderado buscas incansáveis por possíveis pistas do paradeiro do filho. Há cinco dias, familiares e até desconhecidos se revezam vasculhando plantações de milho na Região Norte de Cascavel. A cada novo local explorado, porém, cresce o sentimento de frustração.

Na manhã de hoje, as diligências se concentraram em uma plantação de milho em frente ao Condomínio Pantanal. Segundo dona Claurenice, os pontos de busca vêm sendo ampliados, mas a falta de referências concretas dificulta o trabalho.

“A gente já fez toda essa região ali pra lá da Piquiri, né? Pra baixo da Lar… Agora, a gente tá fazendo essa parte desse outro lado aqui que as únicas roças que faltam a gente fazer as buscas é aqui, né? Mas, aparentemente, não encontramos nada não”, relata Claurenice.

Apesar da esperança inicial, o bilhete que motivou as buscas acabou se mostrando vago e pouco útil:
“Nenhuma informação. Nada mais. Então, é um bilhete muito vago, né? Porque milharal tem muito milharal. Próximo ao Lar, aqui também é próximo ao Lar, né? Então, é muita roça de milho.”

O desespero diante da falta de respostas levou a mãe a apelar até mesmo para aqueles que possam estar envolvidos no desaparecimento e morte do filho, solicitando que forneçam informações, ainda que anonimamente, para que a família possa encerrar esse ciclo de sofrimento.

“Pois é. A gente gostaria que a pessoa, mesmo de forma anônima, pudesse dar mais informações, né? Pra gente poder se direcionar melhor porque, assim, a gente já não tem mais pra onde ir. Eu acho que nessa região aqui, eu acho difícil que esteja por aqui.”

Claurenice reforça a necessidade de encontrar Alison, independentemente do desfecho: “A gente precisa disso, né? Independente do que tenha acontecido, a gente precisa encontrar pra dar um desfecho pra essa fase, né? Pra gente poder seguir em frente. Senão, a gente vai estar sempre tentando procurar, né? Achar alguma coisa. Está sempre esperando chegar, né?”

As forças de segurança, diante da ausência de novas pistas, suspenderam as buscas na região, mas seguem investigando o possível homicídio.

“Eles já até pararam as buscas, né? Porque o bilhete não ajudou muito, né? A menos que tenha novas informações, né? Pra que eles possam também continuar com as buscas, tem que ter mais detalhes, né?”, afirmou a mãe.

Por fim, Claurenice faz um apelo à população: “Qualquer informação que seja, a gente precisa dessa informação pra gente poder localizar ele e acabar com esse sofrimento, né?”

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