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Flávio Bolsonaro fala em “Taxa Alexandre de Moraes” e alerta: “Lula vai dar tiro de bazuca no Brasil”

Senador afirma que retaliação comercial pode prejudicar o povo brasileiro e acusa o STF de interferir no Congresso...

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Por Redação CGN

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez duras críticas à intenção declarada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de adotar medidas de reciprocidade em resposta ao aumento de tarifas sobre produtos brasileiros anunciado pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Em vídeo publicado nesta sexta-feira (11), Flávio alertou para os impactos econômicos da retaliação e acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir a atuação do Congresso Nacional.

“Fico preocupado quando vejo o atual presidente da República, o Sr. Luiz Inácio, dizer e acionar a lei de reciprocidade. Isso vai ser um grande tiro de canhão, de bazuca no povo brasileiro”, afirmou o senador. Segundo ele, qualquer aumento nas taxas de importação por parte do Brasil seria imediatamente respondido com nova elevação das tarifas sobre produtos brasileiros por parte de Trump, o que, em sua avaliação, poderia chegar a 70%.

Para o parlamentar, o ex-presidente norte-americano tem objetivos claros e está determinado a usar os mecanismos comerciais como forma de pressão. “Trump não tem limite pra esse tipo de negociação. A carta dele é muito clara e objetiva”, disse, referindo-se à mensagem enviada recentemente pelo republicano com críticas à política brasileira e ao que chamou de restrições à liberdade de expressão.

Flávio Bolsonaro atribuiu o novo cenário tarifário ao que classificou como “combate à low-fare no Brasil” e responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pelas tensões envolvendo redes sociais e liberdade de expressão. “Essa taxa tem que ter um primeiro nome: é a taxa Alexandre de Moraes, sim. Doa a quem doer”, afirmou.

Ainda segundo o senador, a crise não se resolverá sem que as exigências feitas por Trump sejam atendidas. “A gente não vai ter poder de barganha pra negociar. E quanto mais se demorar pra atender o que ele está buscando, mais difícil fica”, acrescentou.

Em outro trecho do vídeo, Flávio defendeu a aprovação de uma anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos em processos judiciais decorrentes dos atos de contestação ao resultado eleitoral de 2022. “O Congresso só não aprova essa grande anistia porque há uma pressão de alguns ministros do Supremo. Ameaças, na verdade”, declarou. Ele criticou o que considera uma ruptura no equilíbrio entre os poderes. “Que harmonia entre os poderes? Que independência entre os poderes é essa, em que o Congresso não pode cumprir o seu papel cúmplice?”, questionou.

As declarações do senador ocorrem em um momento de crescente tensão institucional e de redefinição da política comercial brasileira diante de um possível retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2025. O governo federal ainda não se pronunciou oficialmente sobre as afirmações de Flávio Bolsonaro.

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