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Vereadores criticam pedágio e instalação do Centro Pop no Centro de Cascavel

Durante seu pronunciamento, Cidão destacou a importância do projeto Moradia Popular, lançado na semana anterior em Cascavel, que prevê a construção de 96 unidades habitacionais em...

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Por Silmara Santos

Na manhã desta segunda-feira (07), o vereador Cidão da Telepar utilizou novamente o plenário da Câmara Municipal de Cascavel para abordar questões de grande impacto para a população local: o retorno da cobrança de pedágio no município e a polêmica em torno do novo local de funcionamento do Centro Pop, destinado ao atendimento de pessoas em situação de rua.

Durante seu pronunciamento, Cidão destacou a importância do projeto Moradia Popular, lançado na semana anterior em Cascavel, que prevê a construção de 96 unidades habitacionais em parceria com o Governo Federal, o Governo Municipal e a Caixa Econômica Federal. O vereador ressaltou que, nos primeiros seis meses da atual gestão, já foram contratadas mais de 500 casas populares, e que a meta do Executivo é chegar a 10 mil moradias.

“Para chegar a 10 mil não vai ser muito difícil”, afirmou.

Entretanto, o tema central do discurso foi o pedágio. Cidão voltou a criticar a cobrança para moradores de Cascavel que precisam transitar dentro do próprio município. Segundo o vereador, a população tem manifestado insatisfação com a situação, especialmente aqueles que residem em distritos e precisam se deslocar frequentemente para o centro da cidade.

“O pedágio voltou e o povo está pagando”, repetiu, enfatizando que o valor cobrado impacta diretamente quem mora, trabalha ou estuda em Cascavel.

O vereador Policial Madril (Progressistas) entrou na discussão e relatou casos de moradores que, mesmo residindo na cidade, precisam pagar R$ 15 para ir e R$ 15 para voltar ao centro, totalizando R$ 30 por deslocamento. Ele questionou a lógica de se cobrar pedágio de quem circula dentro do próprio município e pediu apoio do Governo Federal, do Ministério dos Transportes, do Governo do Estado, da empresa concessionária e de entidades como a Associação Comercial de Cascavel (SIC) para buscar uma solução que beneficie a população local.

Durante o debate, o vereador reforçou a crítica, relatando o caso de um morador que precisa levar a filha para tratamento médico várias vezes por semana e é obrigado a pagar pedágio mesmo morando em Cascavel.

No sábado, a CGN já havia levantado o tema, publicando o relato de um morador que enfrenta exatamente essa situação. A reportagem também explicou por que a Lei Estadual nº 15.607/2007, que previa isenção para moradores de cidades com praças de pedágio, não está mais em vigor. A norma foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Paraná, sob o argumento de que feria os contratos de concessão e o equilíbrio econômico-financeiro dos acordos firmados com as operadoras.

Cidão informou que já foram encaminhados documentos ao Governo do Estado, ao Governo Federal, ao Ministério da Infraestrutura e à empresa concessionária, solicitando providências para isentar os moradores do pagamento do pedágio ou criar benefícios específicos para a população local.

“Nós como representantes da população, temos que falar pela população. Aqui é a voz da população”, declarou.

Outro ponto de destaque foi a transferência do Centro Pop para uma nova localização, que tem gerado reclamações de moradores e empresários da região central. O vereador manifestou preocupação com a segurança no entorno do novo endereço, relatando a ausência da Guarda Municipal e episódios de conflito no local. Cidão sugeriu que o Centro Pop fosse instalado próximo à delegacia, onde haveria prédio próprio e maior presença policial, em vez de permanecer na área central.

O Vereador Serginho Ribeiro (PSD) também disse que há uma preocupação crescente entre comerciantes e moradores sobre o fluxo de pessoas em situação de rua, especialmente aquelas vindas de outras cidades. Dados mencionados pelo vereador indicam que, das pessoas atendidas, 146 são de Cascavel e mais de 600 são de fora.

“Há responsabilidade em colocar naquele local. Volto a dizer, errado, fora da casinha, não pode manter naquele local, tem que ser retirado já o Centro Pop daquele local”, disse Serginho, defendendo a busca de alternativas junto ao prefeito e à secretária responsável.

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