
“Se eu tivesse uma faca, te furava!”: mulher é ameaçada em busão de Cascavel
Vítima escapou por pouco de pedrada; diz que agressora já atacou outros na região...
Publicado em
Por Redação CGN
Uma mulher procurou a 15ª Subdivisão Policial de Cascavel na última sexta-feira (4) para registrar boletim de ocorrência após ser ameaçada e quase agredida por outra passageira durante o trajeto em um ônibus da linha Leste-Oeste. O caso ocorreu por volta das 9h40, nas proximidades da Avenida Brasil, região central da cidade.
De acordo com o relato registrado no boletim, a vítima informou que a confusão começou dentro do coletivo, quando uma mulher aparentando entre 35 a 40 anos e de estatura média, teria exigido que ela cedesse passagem para descer pela porta traseira. Como o veículo ainda estava em movimento, a vítima recusou-se a sair do lugar por receio de cair. Disse, então, que também desceria no ponto seguinte, pedindo que a outra aguardasse.
A passageira relata que a mulher se alterou e passou a proferir ameaças ainda dentro do ônibus, dizendo que iria agredi-la. Ao descer no ponto final antes do Terminal Oeste, a vítima foi seguida pela agressora, que continuou com as ameaças. Segundo o depoimento, a mulher afirmou: “Você deu sorte que eu não estou com uma faca, senão eu ia te furar agora mesmo”. Ainda conforme relatado, a autora pegou uma pedra e atirou na direção da vítima, sem atingi-la.
Câmeras de segurança da região registraram parte do ocorrido. Nas imagens, é possível ver a agressora descendo do ônibus e seguindo a vítima a pé, porém o momento exato do arremesso da pedra não é visível. O material foi entregue à polícia e poderá ser utilizado como prova.
A ocorrência foi registrada como “ameaça – crimes contra a pessoa”, com meio verbal, ocorrido em via pública e envolvendo transporte coletivo urbano. No entanto, a vítima apontou falhas no atendimento policial. Segundo ela, informações como o nome da linha do ônibus, localização precisa e o horário exato foram omitidas no boletim. Além disso, o endereço da ocorrência foi registrado como Avenida Brasil, número 4000, um local diferente de onde o fato realmente aconteceu.
A denunciante também relatou que funcionários de um restaurante nas proximidades confirmaram já terem visto a mesma mulher rondando a região e ameaçando outras pessoas. Segundo ela, o episódio evidencia a ausência de ações preventivas por parte da Guarda Municipal e das autoridades de segurança pública.
“Agora, pra andar de ônibus vai demorar um bom tempo. A gente não tem segurança nenhuma. Essa mulher claramente estava sob efeito de alguma substância, e mesmo assim, anda livre pela cidade”, disse a vítima à reportagem.
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