Quem prejudica sua vida? Não responda, apenas reflita

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Você trabalha, paga impostos, luta todos os dias — mas continua preso no mesmo lugar?.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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Editorial CGN – Como está sua vida hoje? Pare um instante e pense — sem buscar justificativas externas, sem tentar defender este ou aquele, sem repetir slogans. Apenas reflita com sinceridade: sua vida melhorou nos últimos anos? Você está mais perto de conquistar aquilo que sempre sonhou? Consegue oferecer aos seus filhos a educação, a segurança e as oportunidades que gostaria de ter recebido? Você pode ir ao supermercado e comprar tudo que deseja? Pode trocar de carro e sair da concessionária com um carro zero km? Consegue tirar férias e passear pela Europa, pelos EUA ou em um resort de luxo no Brasil? Essa é, de fato, a vida que você idealizou?

Se a resposta for não há algo de profundamente doente no pacto social brasileiro. É como se o cidadão comum tivesse sido condenado a uma espécie de servidão moderna: trabalha, paga, produz, mas nunca colhe os frutos do próprio esforço. Enquanto isso, uma elite oculta, protegida pelo verniz da legalidade e da burocracia, vive com o conforto de quem nunca sentiu o peso da escassez.

Essa elite não é a dos empresários — que arriscam, enfrentam o mercado, inovam e geram empregos — mas sim a dos que vivem sob o abrigo impenetrável do Estado: políticos profissionais, altos burocratas, membros do Judiciário e seus incontáveis assessores que até maquiagem fazem. Esta é a verdadeira aristocracia da República — uma casta que se perpetua no poder e se retroalimenta com os recursos tomados compulsoriamente do povo.

O mais grave é que isso tudo ocorre sob uma cortina de normalidade. O brasileiro, anestesiado por décadas de retórica estatista e promessas de “justiça social”, tornou-se um pagador resignado de impostos. Impostos esses que já não têm mais função de financiar o bem comum, mas sim de manter uma engrenagem cara, ineficiente e predatória. A cada produto que compramos, pagamos o preço do item e o preço de manter privilégios que não usufruímos.

O ICMS, por exemplo, é um tributo estadual cujo cálculo é feito de forma dissimulada: ele incide sobre o próprio valor com imposto — uma engenharia tributária que mascara a verdadeira carga sobre o consumidor. Já o IOF, cobrado até quando o cidadão busca um empréstimo, transforma o simples ato de tentar sobreviver em mais uma oportunidade de arrecadação. PIS, COFINS, IPI… o emaranhado é tão absurdo que nem especialistas conseguem explicá-lo com clareza. O resultado? Uma máquina fiscal que retira mais de 40% da riqueza nacional e oferece, em troca, serviços públicos que os próprios privilegiados não usam.

Nos acostumamos com a ideia de que o Estado é necessário para tudo, mas esquecemos de perguntar: a quem esse Estado realmente serve? Não ao cidadão, que vê a educação se deteriorar, a segurança ruir e a saúde entrar em colapso. O Estado brasileiro serve, cada vez mais, a si mesmo. Ele é um organismo parasitário que consome a energia vital da nação.

É moralmente insustentável exigir sacrifícios do povo enquanto se mantém intacta uma casta de privilegiados. É eticamente revoltante ver brasileiros incapazes de pagar uma escola digna para os filhos enquanto membros do judiciário recebem auxílio livro, auxílio-moradia, e acumulam benefícios que extrapolam o teto constitucional.

O Brasil precisa de uma ruptura com essa lógica. Uma reforma verdadeira — não apenas administrativa ou tributária, mas uma reforma moral. Um corte profundo nos privilégios, na burocracia, na concentração de poder em Brasília. O país precisa devolver ao cidadão aquilo que é dele por direito: sua liberdade, sua renda, sua dignidade.

Enquanto isso não ocorrer, estaremos condenados a essa escravidão moderna — em que o chicote foi substituído pelo carnê de imposto, e o senhor feudal veste toga, terno ou cargo comissionado.

Quem é o Malvadão desta história?

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