Editorial: Brasil, não se deixe enganar novamente

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A administração petista tem adotado uma combinação explosiva: gastos públicos descontrolados e medidas populistas irresponsáveis.
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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por Redação CGN

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O otimismo exagerado com que o mercado financeiro têm tratado o cenário econômico brasileiro nos últimos meses é, no mínimo, arriscado. Embora o dólar tenha recuado dos alarmantes R$ 6,40 vistos no final do ano passado, essa aparente tranquilidade repousa sobre uma premissa frágil e perigosa: a esperança de que Lula será derrotado nas eleições de 2026. Mas, é preciso ser claro: a realidade mostra que Lula está longe de ser carta fora do baralho.

A administração petista tem adotado uma combinação explosiva: gastos públicos descontrolados, ausência absoluta de disciplina fiscal e medidas populistas irresponsáveis, que até podem gerar popularidade momentânea, mas, inevitavelmente, conduzem o país ao colapso econômico. Basta lembrar o desastre que foi a gestão de Dilma Rousseff. Em 2014, o mercado apostava todas as fichas na vitória de Aécio Neves, considerando a reeleição de Dilma impossível. O resultado, todos conhecemos: recessão histórica, inflação galopante e crise política sem precedentes.

Hoje, estamos repetindo perigosamente o mesmo erro. A crença do mercado financeiro, baseada no otimismo ingênuo de que um futuro governo de centro-direita resolverá facilmente todos os problemas, ignora uma dura realidade. A recuperação econômica não será rápida nem simples. Será preciso enfrentar um período severo de ajustes, com medidas rigorosas e corajosas, que exigirão sacrifícios significativos.

Mais do que nunca, é preciso reconhecer uma verdade incontornável: a única maneira de o Brasil começar a dar certo—e dar certo significa ver seu povo prosperar—é cortando luxos e privilégios das classes sustentadas pelo poder público. É fundamental rever gastos com programas sociais que fracassaram, mas continuam sugando fortunas de dinheiro público sem gerar resultados concretos. Apenas dessa maneira será possível reduzir significativamente a carga tributária sobre o consumo, permitindo maior poder de compra para o povo e o fortalecimento real da economia popular.

Não há milagres, atalhos ou soluções mágicas: qualquer político que prometa o contrário está mentindo. Não se iluda. Promessas populistas só levam à perpetuação da miséria e do atraso econômico. O Brasil precisa abandonar o caminho fácil das falsas promessas e enfrentar a realidade com coragem, responsabilidade fiscal e planejamento sério.

Portanto, se você acredita que as ações da Bolsa estão baratas ou que as taxas de juros elevadas significam oportunidades garantidas, pense novamente. O cenário político brasileiro ainda é instável, e a ameaça de reeleição do PT não pode ser ignorada.

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