Deputados derrubam decreto do governo que elevava o IOF

Articuladores políticos do governo e até da oposição foram pegos de surpresa pela decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar o PDL em...

Publicado em

Por Agência Estado

Por 383 votos a 98, o plenário da Câmara aprovou na noite desta quarta-feira, 25, projeto de decreto legislativo que susta os efeitos de decreto do governo aumentando as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto segue agora para votação no Senado.

Articuladores políticos do governo e até da oposição foram pegos de surpresa pela decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar o PDL em uma sessão semipresencial, em meio a uma semana esvaziada no Congresso com o rescaldo das festas de São João.

Motta fez o anúncio, na noite de terça-feira, 24, em rede social. O relator do projeto só foi designado ontem, e o escolhido foi visto por governistas como provocação. Em seu parecer, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) escreveu que “a cobrança de tributos pelo Estado, apesar de necessária à sua estruturação e prestação de serviços públicos dele demandados, representa uma forma de agressão ao patrimônio e à liberdade dos indivíduos”.

Ainda segundo ele, os decretos do governo sobre o IOF buscaram “remediar os previsíveis reveses provenientes de um governo que evita a todo custo promover o ajuste fiscal por meio da contenção de gastos”.

Segundo pessoas próximas a Motta, ele teria sido pressionado por colegas em meio ao mal-estar provocado por novas declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por ação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estaria retardando o pagamento de emendas parlamentares. Na tentativa de amenizar a crise com o Congresso, o governo até havia começado a liberar novas emendas, mas não conseguiu impedir nova derrota.

O impasse em torno do aumento do IOF – com forte embate entre Executivo, Legislativo e setor privado – rendeu, em menos de um mês, três decretos diferentes do governo, num vaivém de medidas.

O primeiro decreto foi publicado no dia 22 de maio, quando o governo elevou a alíquota sobre o IOF de empresas, previdência privada e operações de câmbio. Após pressão do setor financeiro, no mesmo dia o governo chegou a voltar atrás e desistiu da tributação de aplicações de fundos brasileiros no exterior, publicando um novo decreto.

Após fortes críticas do Congresso e do setor privado, no dia 11 de junho o governo anunciou um terceiro decreto com mais recuos no IOF e uma medida provisória com propostas alternativas de compensação. Entre as propostas, estava a taxação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), antes isentas, em 5%. Já títulos públicos e CDBs teriam alíquota única de IR de 17,5%, independentemente de prazo de aplicação.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X