Igor Jesus: o herói improvável que conquistou o Botafogo – e a torcida – com gols, humildade e Kamehameha

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“Estou muito feliz por tudo que aconteceu hoje, foi um dia marcante na nossa carreira.
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Reprodução: FIFA

Por Diego Cavalcante

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Igor Jesus está vivendo o auge da carreira no Mundial de Clubes da FIFA 2025™. Com dois gols em dois jogos, o atacante de 24 anos se tornou o símbolo da surpreendente campanha do Botafogo, coroada com a vitória histórica por 1 a 0 sobre o poderoso Paris Saint-Germain, atual campeão da Liga dos Campeões. A partida, disputada no icônico Rose Bowl, marcou mais um capítulo inesquecível para o clube carioca — e para o camisa 99, eleito o Jogador da Partida Michelob Ultra.

“Estou muito feliz por tudo que aconteceu hoje, foi um dia marcante na nossa carreira. Vencemos um clube que tem muita qualidade. O Botafogo tem de ser assim, nunca foi fácil. Sabíamos o quanto seria difícil, mas sabíamos da nossa capacidade”, declarou Igor ainda no gramado, emocionado.

A cada gol, uma cena já virou tradição entre os botafoguenses: Igor une as mãos junto ao peito e, num gesto inspirado em Goku, de Dragon Ball, dispara seu “Kamehameha” para a arquibancada. A comemoração virou febre entre os torcedores e símbolo de uma nova era no clube. E a magia funcionou até mesmo contra o PSG.

“Eles são campeões europeus e nós somos campeões da América. Não muda muito. São duas equipes campeãs que entraram para vencer, mas o Botafogo foi fatal na oportunidade que teve”, disse o atacante, resumindo a postura do time.

Gratidão antes da despedida

Mas a trajetória de Igor Jesus com a camisa do Glorioso tem data para acabar. Ao fim do Mundial, ele embarcará rumo à Inglaterra, onde já tem acordo fechado com o Nottingham Forest, da Premier League. Apesar disso, o jogador garante foco total na reta final com o clube que lhe abriu as portas.

“Desde que eu cheguei aqui, sempre acreditaram no meu trabalho. Eu estou sempre de corpo e alma pelo Botafogo. Sempre fazendo o meu melhor, enquanto estiver aqui, pode ter certeza. Para ajudar o Botafogo da melhor forma”, afirmou.

Uma joia a custo zero

Em tempos de contratações milionárias, Igor Jesus foi um achado. Chegou ao Botafogo sem custos, após não renovar com o Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes. O clube apostou, e colheu os frutos: ele foi peça-chave nos títulos do Campeonato Brasileiro — quebrando um jejum de 29 anos — e da inédita CONMEBOL Libertadores. Além disso, já vestiu a camisa da Seleção Brasileira e pode voltar em breve, agora sob comando de Carlo Ancelotti.

Sua contratação quase não aconteceu. Antes mesmo de estrear, o clube recebeu uma proposta de 10 milhões de euros por ele. John Textor, dono do Botafogo, chegou a ser consultado. A resposta foi firme.

Da sombra ao protagonismo

Igor Jesus foi revelado pelo Coritiba, mas saiu cedo do Brasil, aos 18 anos, rumo ao Oriente Médio. Com isso, ficou fora dos holofotes. No entanto, seu faro de gol começou a brilhar nos últimos meses por lá: foram 14 gols nos 13 jogos finais pelo Al-Ahli.

No Brasil, às vezes subestimado por não ser um goleador nato, ele já soma 17 gols e seis assistências em 57 jogos pelo Botafogo. Mais que números, destaca-se pelo esforço físico, movimentação inteligente e capacidade de abrir espaços mesmo enfrentando zagueiros mais altos que seus 1,79m.

E mesmo com a contagem regressiva para sua despedida, Igor Jesus segue fazendo história. A mais recente, com um gol que ecoou não só no Rose Bowl, mas em todo o planeta futebol.

Com informações da FIFA

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