Amor não correspondido teria motivado humorista a matar e esconder corpo de Raíssa da Silva

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Raíssa estava desaparecida desde o dia 2 de junho, quando aceitou uma suposta proposta de trabalho em Sorocaba (SP) feita por Marcelo.
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Foto: Reprodução/RICtv.

Por Fábio Wronski

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O juiz Leonardo Bechara Stancioli decretou, na última quarta-feira (11), a prisão preventiva de Marcelo Alves dos Santos, humorista que confessou ter assassinado Raíssa Suellen Ferreira da Silva, de 23 anos. A decisão ocorreu durante a audiência de custódia, onde o magistrado apontou que a liberdade de Marcelo representa risco à ordem pública, dado que o acusado não colaborou de forma espontânea com as investigações.

Raíssa estava desaparecida desde o dia 2 de junho, quando aceitou uma suposta proposta de trabalho em Sorocaba (SP) feita por Marcelo. O humorista, no entanto, levou a jovem para sua residência, onde após ter seu amor não correspondido, a assassinou e ocultou o corpo. A vítima foi encontrada dias depois em uma área de mata em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

A defesa de Marcelo argumenta que a colaboração do acusado foi fundamental para a localização do corpo. O juiz Stancioli, porém, considerou que Marcelo só se manifestou após ser intimado pela Polícia Civil.

“Marcelo traz à baila o local onde o corpo se encontraria. Ao meu sentido, não foi de modo espontâneo ali, mas sim a partir do momento em que o mesmo teria sido provocado para tanto, intimado a comparecer junto com o filho à delegacia”, declarou o juiz.

A decisão também ressalta a gravidade do crime, classificado como feminicídio pela Polícia Civil, e motivado pela recusa de Raíssa em manter um relacionamento afetivo com Marcelo. Para o juiz, o crime exige o resguardo da ordem pública.

O juiz Stancioli ainda determinou medidas para proteger a integridade física de Marcelo no sistema prisional. Dhony de Assis, filho de Marcelo, que teria ajudado a ocultar o corpo, foi solto após pagar fiança de R$ 500.

O Ministério Público já havia solicitado a conversão da prisão em flagrante para preventiva, alegando risco à ordem pública e a necessidade de garantir o andamento das investigações. A defesa de Marcelo Alves dos Santos, procurada, informou que deve se manifestar em momento oportuno e, por enquanto, não deve recorrer da decisão.

As informações são da Banda B.

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