Operação da PCPR prende quadrilha suspeita de duplo homicídio e destruição de cadáver

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Os detidos são investigados pela morte de Valdir de Brito Feitosa, de 30 anos, e Bruna Zucco Segantin, de 21 anos, ocorrida em março de 2018, na cidade de Altônia.

Por Fábio Wronski

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, neste sábado (7), a prisão preventiva de quatro pessoas, com idades entre 26 e 44 anos, suspeitas de envolvimento em um duplo homicídio qualificado e destruição de cadáver. As prisões ocorreram nas cidades de Palmas e Pato Branco, no Paraná, e em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Os detidos são investigados pela morte de Valdir de Brito Feitosa, de 30 anos, e Bruna Zucco Segantin, de 21 anos, ocorrida em março de 2018, na cidade de Altônia. Segundo as investigações, as vítimas foram executadas a tiros e tiveram seus corpos incinerados dentro de um veículo. O laudo de exumação, realizado em 2019, identificou projéteis calibre .38 nos corpos.

De acordo com o delegado da PCPR, Reginaldo Caetano, a motivação do crime seria uma disputa territorial entre grupos envolvidos com contrabando e tráfico de drogas na região de fronteira. A jovem Bruna, que havia sido eleita Miss Altônia, não tinha ligação com atividades ilícitas e teria sido assassinada por estar na companhia de Valdir no momento da execução.

Entre os presos, está o suposto mandante do crime, de 39 anos, que foi detido em Balneário Camboriú, em um apartamento com porta blindada. Para a prisão, foi necessária a utilização de explosivos. Além dele, outros três suspeitos foram detidos.

O delegado Caetano ressalta que a investigação aponta que o executor principal foi contratado em Santa Catarina e permaneceu em Altônia com apoio logístico do mandante. Um dos executores, preso nesta ação, é de Pato Branco. O intermediador entre os autores do crime e o mandante, também de Pato Branco, ainda está foragido.

As investigações duraram mais de sete anos, devido à destruição de provas e ao planejamento da ação criminosa. Todos os capturados foram encaminhados ao sistema penitenciário. Um quinto investigado, de 47 anos, ainda não foi localizado e é considerado foragido. A PCPR segue em diligências para localizá-lo.

A Polícia Civil solicita a colaboração da população com informações que possam levar ao paradeiro do foragido. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, ou 181, do Disque-Denúncia.

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