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UTIs estão 88% lotadas no Paraná com avanço de síndromes respiratórias

A resolução é clara: o estado está em alerta e reforça a necessidade de ação em todos os municípios. Além de criar um Plano de Ação...

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Por Redação CGN

Nesta sexta-feira (6), o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesa), anunciou a Resolução nº 1.014/2025, que traz medidas urgentes para o enfrentamento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) no Paraná. O objetivo é agir rapidamente para proteger a população e garantir que os hospitais possam lidar com o aumento dos casos.

A resolução é clara: o estado está em alerta e reforça a necessidade de ação em todos os municípios. Além de criar um Plano de Ação Estadual, ela exige que cada cidade desenvolva suas próprias estratégias para controlar o avanço da doença, com um prazo de 90 dias para implementar as ações.

Os números já são preocupantes. Desde o início do ano, foram registrados 10.635 casos de SRAG no Paraná, com 523 óbitos. Desses, 991 casos e 85 mortes são por Influenza, e a grande maioria das vítimas não se vacinou. A diferença entre quem se protegeu e quem não se protegeu é um lembrete claro da importância da vacinação.

Entre 27 de abril e 31 de maio, os casos hospitalizados aumentaram 43,17%, passando de 3.164 para 4.530. Isso mostra que o problema está crescendo, e, por isso, a resolução foi implementada com urgência. A situação é ainda mais grave em alguns municípios: 55,6% dos 399 municípios do estado já registraram internações, e 6,3% tiveram óbitos.

A pressão sobre os hospitais está grande. A taxa de ocupação das UTIs é de 88%, e as enfermarias estão com 62% dos leitos ocupados. No entanto, a boa notícia é que o estado está se mobilizando para aumentar a oferta de leitos e melhorar a assistência.

O que está sendo feito para controlar a situação?

  1. Vacinação: As escolas também estão sendo locais de vacinação. Até agora, mais de 86 mil doses foram aplicadas, e as carteirinhas de 168 mil alunos foram avaliadas. É uma forma de levar a vacina até quem mais precisa, sem esperar que todos procurem os postos.
  2. Testes rápidos: A Sesa adquiriu 100 mil testes rápidos para detectar Influenza A, B e Covid-19. Esses testes, que ajudam a identificar a doença precocemente, serão distribuídos para hospitais e unidades de saúde de todo o estado. Com isso, é possível iniciar o tratamento com rapidez, o que pode fazer toda a diferença.
  3. Leitos hospitalares: Para atender à alta demanda, foram abertos 58 novos leitos em cidades como Curitiba, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. A boa notícia é que o estado tem capacidade para abrir mais 200 leitos, o que ajudará a aliviar a pressão nas unidades de saúde.
  4. Aumento nas internações: O número de internações por SRAG cresceu entre as crianças e os idosos, com aumentos de 14,12% e 19,66%, respectivamente, em comparação com o ano passado. Quase 80% das internações são de pessoas desses grupos mais vulneráveis.

A importância da vacinação: A vacinação contra a gripe é um ponto chave nesta batalha. Embora já tenham sido aplicadas mais de 2,4 milhões de doses, a cobertura está abaixo do ideal. O Paraná recebeu 4,1 milhões de vacinas e a meta é alcançar 90% dos idosos, crianças e gestantes.

O que está circulando? O boletim de circulação viral divulgado pela Sesa mostrou que 47,9% das amostras de vírus respiratórios testaram positivo. Além da Influenza, a Covid-19 também continua preocupando, com mais de 14 mil casos e 94 óbitos registrados desde o final de 2024.

A principal mensagem é clara: proteger-se é fundamental. A vacinação, associada a outras medidas de prevenção, é a melhor forma de enfrentar esse desafio.

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