Editorial: O Brasil não precisa de mais impostos, precisa de mais vergonha na cara

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Estamos falando de um governo que já admitiu que, se nada for feito, o Brasil simplesmente quebra até 2027.
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Foto: Diogo Zacarias/MF

Por Redação CGN

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A equipe econômica do governo Lula, liderada pelo ministro Fernando Haddad, chegou em um ponto onde todo populista inevitavelmente se vê encurralado: ou corta privilégios e organiza a casa, ou joga a conta nas costas da população. E como manda o manual da esquerda brasileira, a escolha é sempre pela covardia fiscal disfarçada de compaixão social.

Não se trata aqui de um embate técnico — é um confronto moral. Estamos falando de um governo que já admitiu que, se nada for feito, o Brasil simplesmente quebra até 2027. Mas quando a solução apresentada é “aumentar imposto ou cortar saúde e educação”, a desfaçatez beira o estelionato ideológico. Como pode um governo que gasta R$ 3,6 trilhões por ano alegar que não consegue pagar as próprias contas sem arrancar mais do cidadão comum? E não se trata de taxar “os ricos” — o IOF atinge justamente quem movimenta o pequeno crédito, o trabalhador informal, o pequeno empresário.

O que poderemos ver nos próximos dias é uma chantagem emocional em larga escala. O governo, ao invés de cortar suas regalias — cartões corporativos, diárias internacionais, eventos inúteis e estatais infestadas de apadrinhados — deverá ameaçar cortar o Bolsa Família, a Capes e até verbas para a saúde. Se isso acontecer será uma uma manobra baixa para criar um dilema falso: ou você paga mais imposto ou é culpado por tirar comida da boca dos pobres.

Não há qualquer conversa sobre cortar supersalários, eliminar penduricalhos de altos escalões, reduzir ministérios, ou mesmo enxugar os milhares cargos comissionados. Nenhuma palavra sobre privatizar estatais deficitárias que servem como cabides de emprego. Não. A resposta padrão é sempre enfiar mais a mão no bolso do povo.

E o mais grave: a conta chegou. O governo Lula foi eleito com promessas de reconstrução, mas só sabe reconstruir o modelo que já faliu: o da gastança desenfreada, do populismo irresponsável, da dependência institucionalizada. Em vez de fazer o que qualquer chefe de família faria — cortar supérfluos para priorizar o essencial — o governo prefere fingir que saúde e educação são os únicos gastos possíveis de cortar. É mentira. É manipulação.

Se este governo fosse CEO de uma empresa, ela já estaria em falência. Não por falta de arrecadação, mas por má gestão. Gastar é fácil. O difícil é administrar. E o PT nunca soube fazer isso. Não tem plano, só discurso. Não tem solução, só narrativas.

Portanto, se o ministro falar que sem aumento de imposto o Brasil entra em shutdown, saiba que o shutdown moral já começou. Porque um governo que se recusa a cortar os próprios privilégios e joga a culpa no povo não está à frente de um país — estará à frente de uma fraude.

É hora de dar um basta. Que os parlamentares tenham coragem de barrar essa extorsão institucionalizada. Que a sociedade civil se levante e diga: chega. Não aceitamos mais pagar a conta da incompetência alheia.

O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de mais responsabilidade, mais decência — e, sobretudo, mais vergonha na cara.

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