
Novo quebra pau na Câmara leva a desligamento de microfones e ameaças entre vereadores
O debate acirrado levou ao desligamento dos microfones dos dois vereadores pelo presidente da Casa...
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Por Silmara Santos
As discussões acaloradas entre esquerda e direita na Câmara de Vereadores de Cascavel , já se estendem por algumas sessões, porém nesta terça-feira (13), o clima esquentou de verdade durante as votações das emendas do Projeto de Lei Ordinária 47/2025, que institui o Plano Municipal de Cultura de Cascavel, que foi votado e aprovado na semana passada.
Durante as discussões sobre as emendas do Projeto de Lei, o Vereador Edson Souza (MDB) manifestou-se fortemente contra a retirada de uma cláusula que garantia a liberdade de expressão de todas as áreas artísticas e culturais, sem repressão dos órgãos de segurança.
O vereador argumentou que a retirada desta cláusula poderia ser interpretada como um endosso à repressão, citando a história do Brasil de repressão aos artistas e à cultura como forma de resistência. Ele afirmou que a cultura sempre enfrentou a ditadura militar, preconceitos e várias ações repressivas, com muitos artistas perdendo a vida durante a ditadura militar por expressar-se através da arte.
Edson Souza destacou que a discussão sobre a inclusão da cláusula no projeto de lei foi amplamente discutida entre os artistas de Cascavel, o Conselho de Cultura de Cascavel e em vários bairros da cidade. Ele criticou os colegas vereadores que não conseguiram compreender a importância da cláusula, afirmando que votaria contra a emenda por acreditar na necessidade de garantir a liberdade de expressão dos artistas sem repressão.
Por outro lado, o Vereador Xavier, do Republicanos, Líder do Governo, argumentou que a repressão por parte dos órgãos de segurança é necessária quando ocorre uma violação da ordem pública, como crimes, atos de violência ou desordens que ameaçam a segurança das pessoas e o patrimônio. Ele questionou se, em casos de tiroteios ou consumo de drogas durante apresentações artísticas, as forças de segurança deveriam se abster de intervir. Xavier enfatizou que a cultura deve ser usada para melhorar a sociedade e não para diminuí-la, e defendeu a necessidade de reflexão e avanço na discussão.
O Vereador Cidão da Telepar deu uma “cutucada” rápida na conversa mandando o Vereador Fão olhar no google a palavra que ele passou: “Pergunta no Google uma outra palavra depois, que eu passei para o vereador Fão. Faz uma perguntinha, já que o Google responde tudo o que é que o Google responde da correta”.
Durante uma sessão da Câmara de Cascavel, o vereador Fão do Bolsonaro fez um pronunciamento inflamado criticando o colega Edson Souza e defendendo posturas conservadoras. Ele acusou Edson de incoerência ao defender a liberdade em alguns casos, mas apoiar punições severas em outros. Fão argumentou que há uma diferença entre liberdade e libertinagem, reforçou o papel da polícia como agente da lei e criticou o que chamou de “narrativas distorcidas” usadas por parte da oposição.
Durante uma sessão acalorada, o vereador Edson Souza rebateu a fala do colega Fão do Bolsonaro, interrompendo-o com um comentário irônico:
“Questão de ordem novamente, senhor presidente, o vereador está viajando de novo”, disse Edson Souza.
Diante do clima tenso, o presidente da Câmara, Tiago Almeida (Republicanos), precisou intervir para conter os ânimos:
“Vou pedir para os dois vereadores que tomem o respeito e deem questão de ordem. Vereador, se atente à emenda”, solicitou o presidente.
O vereador Fão do Bolsonaro manteve um discurso inflamado mesmo após o pedido para moderar o tom. O político, conhecido por suas posições polêmicas, fez uma série de observações que provocaram reações mistas entre o público e seus colegas de Câmara.
Durante seu discurso, o vereador criticou o que ele considera ser “narrativas mentirosas” e pediu responsabilidade com o eleitor e o pagador de impostos.
“Nós não podemos construir narrativas mentirosas para tentar inverter o que de fato está na lei”, afirmou.
Ele também ressaltou a importância de respeitar a opinião da maioria, argumentando que a minoria não deve ditar as regras. “Nós aqui não somos contra a cultura, mas a minoria tem que aprender a respeitar a opinião da maioria”, disse o vereador. “E nós não temos que baixar a guarda para a minoria. Mas peraí, uma grande maioria vai baixar a guarda para a minoria? Onde isso? Ainda não estamos em Cuba e nem na Venezuela.”
Fão do Bolsonaro também desafiou os presentes a questionarem suas palavras, afirmando que estava “louco para aparecer minha cara num corte aí tentando me distorcer”. Ele disse que situações semelhantes no passado apenas aumentaram seu número de seguidores nas redes sociais.
Edson Souza lançou críticas ao colega de parlamento, Fão do Bolsonaro, questionando suas atitudes durante os debates e discussões na casa. Edson Souza acusou Fão de distorcer as discussões e se preocupar excessivamente com a popularidade de suas falas, em detrimento do conteúdo dos debates.
“O senhor está tão preocupado com o corte e com o like, que o seu mandato está virado só nisso”, disse Edson Souza, referindo-se a Fão.
Ele argumentou que o foco da discussão deveria ser a garantia da liberdade de expressão em todas as áreas artísticas e culturais de Cascavel, e não temas como drogas ou violência.
“O senhor tem que começar a estudar o português, o que significa as palavras que você fala”, retrucou Fão. Ele acusou Souza de falta de respeito com os colegas de parlamento e sugeriu que o vereador estava inventando uma narrativa para desviar a atenção de suas próprias ações.
Em meio ao clima de tensão que permeia a Câmara Municipal de Cascavel, as discussões entre os vereadores Fão do Bolsonaro e Doutor Lauri (MDB) também ganharam destaque. As trocas de acusações e defesas apontam para um cenário de disputa acirrada.
Durante uma das sessões, Doutor Lauri fez questão de lembrar Fão do Bolsonaro sobre o regimento interno, após ser criticado por participar online.
“Primeiramente, eu gostaria de esclarecer o vereador Fão, que tem uma coisa chamada regimento interno. Já que hoje ele falou que tem que ler, que tem que estudar, então o senhor estuda o regimento interno. Me assegura o direito de estar online duas vezes por semana”, disse Doutor Lauri.
O vereador do MDB também questionou Fão do Bolsonaro sobre alegações feitas contra outros vereadores. “Segundo, Sr. Vereador. Gostaria que o senhor explicasse os vereadores que o senhor jogou pétalas ao vento e que o senhor esclarecesse quem é vereador, que a contra a cultura e os vereadores faz. O que o senhor estivesse referendo à minha pessoa, irei representá-lo”, afirmou Doutor Lauri.
Fão do Bolsonaro, por sua vez, se manifestou contra um projeto de investimento em cultura LGBT QIAPN+ em Cascavel, com dinheiro público. O vereador questionou a validade de tal investimento, comparando-o à cultura gaúcha, italiana, asiática e japonesa.
“Da onde que eu vou aceitar uma coisa dessa? A cultura gaúcha, não. Perante a ideia deles, que eu respeito. A cultura LGBT, sim. Que cultura LGBT a gente vai incentivar as nossas crianças com a cultura LGBT na cultura de Cascavel? Com dinheiro público? Com dinheiro público! Nunca que eu vou aceitar isso! Nunca no Brasil!”, exclamou Fão do Bolsonaro.
A sessão da Câmara dos Vereadores se tornou um campo de batalha verbal quando os vereadores Edson Souza e Fão do Bolsonaro entraram em um confronto acalorado. O debate acirrado levou ao desligamento dos microfones dos dois vereadores pelo presidente da Casa.
O conflito teve início quando Souza questionou Fão sobre suas alegações de que alguns vereadores haviam afirmado que a cultura gaúcha não possuía valor.
“Eu gostaria que o senhor nominasse, vereador Fão, quem são os vereadores que falaram que gaúcho não tem cultura aqui”, desafiou Souza, acrescentando que a Câmara estava de fato valorizando todas as culturas.
Fão, por sua vez, insistiu que suas palavras foram distorcidas e acusou Souza de falta de respeito. A discussão culminou em trocas de insultos, com ambos os vereadores acusando um ao outro de “burrice”. O presidente da Casa interveio, ordenando que os microfones fossem desligados e pedindo respeito mútuo.
Valdecir Alcantara, do Progressistas, ecoou o pedido do presidente, instando seus colegas a manterem a decência e a evitar palavrões para prevenir possíveis ações da Comissão de Ética.
Fão retomou sua fala defendendo seu direito de expressar sua opinião e pedindo respeito.
“Respeitem para serem respeitados. É assim que funciona”, disse ele, alegando nunca ter desrespeitado ninguém na Casa.
A tensão entre os vereadores persistiu até a votação de todas as emendas.
VOTAÇÃO DA EMENDA Nº 7: Aprovado por 16 votos a 3. Favoráveis: Alécio Espínola, Cabral, Cidão da Telepar, Cleverson Sibulski, Contador Mazutti, Everton Guimarães, Fão do Bolsonaro, Hudson Moreschi, João Diego, Mauri Schaffer, Policial Madril, Rondinelle Batista, Sadi Kisiel, Serginho Ribeiro, Valdecir Alcantara, Xavier. Contrários: Bia Alcantara, Dr. Lauri, Edson Souza.
VOTAÇÃO DA EMENDA Nº 8: Aprovado por 16 votos a 3. Favoráveis: Alécio Espínola, Cabral, Cidão da Telepar, Cleverson Sibulski, Contador Mazutti, Everton Guimarães, Fão do Bolsonaro, Hudson Moreschi, João Diego, Mauri Schaffer, Policial Madril, Rondinelle Batista, Sadi Kisiel, Serginho Ribeiro, Valdecir Alcantara, Xavier. Contrários: Bia Alcantara, Dr. Lauri, Edson Souza.
VOTAÇÃO DA EMENDA Nº 9: Aprovado por 13 votos a 6. Favoráveis: Alécio Espínola, Cabral, Cidão da Telepar, Cleverson Sibulski, Contador Mazutti, Everton Guimarães, Fão do Bolsonaro, Hudson Moreschi, Mauri Schaffer, Rondinelle Batista, Sadi Kisiel, Valdecir Alcantara, Xavier. Contrários: Bia Alcantara, Dr. Lauri, Edson Souza, João Diego, Policial Madril, Serginho Ribeiro.
VOTAÇÃO DA EMENDA Nº 10: Aprovado por 16 votos a 3. Favoráveis: Alécio Espínola, Cabral, Cidão da Telepar, Cleverson Sibulski, Contador Mazutti, Dr. Lauri, Everton Guimarães, Fão do Bolsonaro, Hudson Moreschi, João Diego, Mauri Schaffer, Policial Madril, Rondinelle Batista, Sadi Kisiel, Valdecir Alcantara, Xavier. Contrários: Bia Alcantara, Edson Souza, Serginho Ribeiro.
VOTAÇÃO DA EMENDA Nº 11: Aprovado por 16 votos a 3. Favoráveis: Alécio Espínola, Cabral, Cidão da Telepar, Cleverson Sibulski, Contador Mazutti, Everton Guimarães, Fão do Bolsonaro, Hudson Moreschi, João Diego, Mauri Schaffer, Policial Madril, Rondinelle Batista, Sadi Kisiel, Serginho Ribeiro, Valdecir Alcantara, Xavier. Contrários: Bia Alcantara, Dr. Lauri, Edson Souza.
VOTAÇÃO DA EMENDA Nº 12: Aprovado por 16 votos a 3. Favoráveis: Alécio Espínola, Cabral, Cidão da Telepar, Cleverson Sibulski, Contador Mazutti, Everton Guimarães, Fão do Bolsonaro, Hudson Moreschi, João Diego, Mauri Schaffer, Policial Madril, Rondinelle Batista, Sadi Kisiel, Serginho Ribeiro, Valdecir Alcantara, Xavier. Contrários: Bia Alcantara, Dr. Lauri, Edson Souza.
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