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Agentes públicos de Quedas do Iguaçu são suspeitos de receber até R$ 100 mil em propina

Os crimes investigados nesta etapa da operação são corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos...

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Por Silmara Santos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Cascavel, deflagrou na manhã desta terça-feira (13) a terceira fase da Operação Juros e Pólvora. A ação ocorreu em Quedas do Iguaçu, no Centro-Sul do estado, e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão. Os crimes investigados nesta etapa da operação são corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.

A promotora de Justiça Juliana Vanessa Stofela da Costa, do Ministério Público, explicou que a operação iniciou-se em 2024, tendo como alvo uma pessoa que estaria comercializando ilegalmente armas de fogo e munição na cidade e também emprestando dinheiro a juros altos.

“Por conta da análise dos documentos e objetos apreendidos em razão dessas primeiras duas fases da operação, se alcançou um suposto esquema de recebimento de propinas por parte de vereadores da cidade para a eleição da Mesa Diretiva do Corrente Ano de 2025”, elucidou a promotora.

Promotora Juliana Vanessa Stofela da Costa

Os alvos das medidas são cinco vereadores e um secretário municipal, além de dois ex-servidores públicos municipais. Todos são investigados por suposto envolvimento em esquema de recebimento de propina e dissimulação de movimentações financeiras por meio de contas de terceiros. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo Criminal de Quedas do Iguaçu.

De acordo com as investigações, os agentes públicos teriam recebido valores entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, após as eleições de 2024, com a finalidade de viabilizar a composição de uma chapa para a mesa diretora da Câmara Municipal. Parte desses recursos teria sido movimentada através de contas bancárias de terceiros, inclusive de pessoas com vínculos contratuais com o município. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, computadores, documentos, entre outros materiais de interesse da investigação. Uma pessoa foi presa em flagrante pela posse ilegal de arma de fogo.

As investigações da Operação Juros e Pólvora tiveram início em meados de 2024, a partir de denúncia de que um advogado da cidade de Quedas do Iguaçu venderia armas de fogo e munições ilegalmente e praticaria agiotagem.

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