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Foto: Divulgação Câmara

Novo programa em Cascavel visa democratizar a leitura nas escolas públicas

O objetivo principal da nova legislação é promover o hábito da leitura, garantir o acesso democrático aos livros e contribuir para o desenvolvimento intelectual e cultural dos alunos da rede municipal de ensino...

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Por Silmara Santos

Foto: Divulgação Câmara

Aprovado em primeira votação nesta segunda-feira (12) por unanimidade, o Projeto de Lei nº 35/2025, de autoria do vereador Tiago Almeida (Republicanos), institui o Programa Municipal de Incentivo à Leitura nas Escolas Públicas. O objetivo principal da nova legislação é promover o hábito da leitura, garantir o acesso democrático aos livros e contribuir para o desenvolvimento intelectual e cultural dos alunos da rede municipal de ensino.

O programa estabelece diretrizes para a criação de espaços de leitura, como bibliotecas e salas equipadas com recursos tecnológicos e mobiliário adequado. Além disso, propõe a distribuição gratuita de livros literários, a capacitação continuada de professores como mediadores de leitura e a realização de oficinas, feiras de livros, clubes de leitura e saraus literários. O projeto também prevê parcerias com entidades públicas e privadas, ONGs e universidades para ampliar o alcance das ações.

Segundo o vereador Tiago Almeida, “o incentivo à leitura é um pilar essencial na formação educacional, contribuindo diretamente para o aprimoramento das competências de interpretação, produção textual e pensamento crítico. Esta legislação fortalece a inclusão e a democratização do acesso ao livro.”

A proposta em Cascavel surge em um momento oportuno. Dados do Instituto Pró-Livro, por meio da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2020), apontam que o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores entre 2015 e 2019. Atualmente, o Brasil tem 100,1 milhões de leitores, o que representa apenas 52% da população — ou seja, quase metade dos brasileiros não têm o hábito da leitura.

Entre os principais obstáculos apontados estão a falta de interesse (43%) e o tempo insuficiente (28%). A mesma pesquisa revela que o ambiente escolar é um dos principais incentivadores da leitura, especialmente quando mediado por professores engajados e acesso a livros variados.

Segundo um levantamento do Todos Pela Educação, em 2022, 59% das crianças brasileiras do 2º ano do ensino fundamental não sabiam ler palavras simples, como “gato” ou “faca”. A meta do Plano Nacional de Educação (PNE) previa que todas as crianças estivessem plenamente alfabetizadas até o final do 3º ano, o que está longe de ser realidade.

A pandemia agravou ainda mais esse cenário: um estudo do Unicef revelou que cerca de 5 milhões de crianças de 6 a 7 anos enfrentaram dificuldades graves de alfabetização entre 2020 e 2021. Em comunidades mais vulneráveis, o acesso a livros e mediação de leitura é quase inexistente fora do ambiente escolar.

Além disso, o Cenário da Leitura na Infância e Juventude no Brasil (2023), publicado pelo Instituto Itaú Cultural, aponta que apenas 30% das crianças entre 5 e 10 anos têm o hábito de ler semanalmente com adultos. O estudo reforça que a leitura compartilhada na infância é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento da linguagem e da compreensão textual.

Com informações Assessoria Câmara de Vereadores.

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