M. Dias Branco tem queda de 55,2% no lucro do 1º trimestre, para R$ 69,4 milhões

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 160,9 milhões, recuo de 42% frente aos R$ 277,3 milhões do primeiro trimestre de...

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Por Agência Estado

A fabricante de alimentos M. Dias Branco apresentou lucro líquido de R$ 69,4 milhões no primeiro trimestre do ano. O resultado é 55,2% menor na comparação com igual período do ano passado, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 154,9 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 160,9 milhões, recuo de 42% frente aos R$ 277,3 milhões do primeiro trimestre de 2024. A margem Ebitda ficou em 7,3%, ante 13% de um ano antes, queda de 5,7 pontos porcentuais em um ano. A alavancagem da empresa (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou em 0,1 vez negativa, inalterada ante igual período de 2024.

Já a receita líquida avançou 3,2% na mesma base comparativa, alcançando R$ 2,209 bilhões, ante R$ 2,140 bilhões do primeiro trimestre de 2024. O recuo de 0,7% no volume comercializado na comparação com igual período do ano anterior foi compensado pelo aumento de 3,7% no preço médio.

No último trimestre, a receita líquida de produtos principais da empresa (biscoitos, massas e margarinas) cedeu 0,2%, para R$ 1,682 bilhão. A receita líquida do segmento de moagem e refino de óleos (farinhas, farelo e gorduras industriais) avançou 17,4%, para R$ 417 milhões. Já o segmento de adjacências (bolos, snacks, misturas para bolos, torradas, saudáveis, molhos e temperos) teve receita líquida 10,6% superior, para R$ 109,7 milhões.

A empresa destacou, em comunicado a investidores, que a alta dos custos, em virtude da desvalorização cambial e do aumento do preço do óleo de palma, afetou seus resultados trimestrais. Já a receita, observou a companhia, foi impulsionada pelo desempenho positivo das categorias de moagem e refino de óleo e da categoria de adjacências.

O volume comercializado pela M. Dias Branco de seus produtos recuou 0,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período do ano anterior. O volume vendido pela companhia passou de 397,1 mil toneladas para 394,2 mil toneladas.Em relação ao trimestre anterior, as vendas totais da companhia cederam 8,6%.

A companhia citou que a queda ante o último trimestre de 2024 reflete sazonalidade histórica. O preço médio de todas categorias subiu 3,7% na comparação anual dos trimestres, de R$ 5,40 por quilo para R$ 5,60 por quilo. Na comparação com o trimestre anterior, houve queda de 3,4% no preço médio dos produtos, de R$ 5,80 por quilo. Segundo a empresa, o recuo deve-se ao impacto desfavorável do mix de categorias no preço médio, dado que os itens de moagem e refino de óleos tiveram um desempenho melhor que as demais categorias.

Ainda como fatos relevantes do primeiro trimestre do ano, a companhia destacou a “elevada” verticalização dos dois principais insumos: farinha de trigo e gordura vegetal em, respectivamente, 99,6% e 100%. No último trimestre, a empresa investiu R$ 90,1 milhões, 72,9% acima do valor investido em igual intervalo de 2024. Do montante, 78,5% foram destinados para manutenção e 21,5% direcionados para expansão. Os principais aportes foram investimentos em melhorias na unidade Eusébio (CE) e investimentos em sistemas.

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