
7ª Nipofest é oportunidade para provar o verdadeiro yakisoba japonês
Mostra cultural começa neste sábado (3) e segue no domingo (4), promovendo uma imersão no universo nipônico no Centro de Eventos de Cascavel...
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Por Fábio Wronski
A receita é a mesma há décadas e já foi prato de guerra – prático, barato e completo. Mas a cada nova edição da Nipofest, ela ganha ainda mais significado. Estamos falando do yakisoba “raiz” preparado pela ACEC (Associação Cultural e Esportiva de Cascavel), que se tornou um dos símbolos da maior mostra cultural nipônica do interior do Paraná. A 7ª edição será realizada neste fim de semana, no Centro de Convenções e Eventos de Cascavel, com uma programação que é um verdadeiro mergulho na tradição japonesa.
Além das atividades culturais, o festival reserva um cardápio especial, com direito a um dos pratos mais famosos do mundo na tradição oriental que, aqui, é feito do jeitinho que os antepassados ensinaram. O diferencial está no molho, cuja receita é guardada a sete chaves pelas senhoras mais experientes da associação.
“Elas aprenderam com os seus pais e avós e preservam entre as gerações. É isso que dá aquele sabor inconfundível ao nosso yakisoba, que significa “macarrão frito em molho”, conta Luciana Iwakura, coordenadora da cozinha da ACEC no evento.
A movimentação na cozinha começa ainda na sexta-feira (2), para o início do ritual de preparo. Cerca de 200 voluntários da ACEC e simpatizantes da cultura japonesa se reúnem para as etapas iniciais do preparo das cerca de 4 mil porções que serão servidas durante os dois dias do evento. Tudo começa com o corte minucioso de seis tipos de legumes, como repolho, cenoura, brócolis, couve-flor, o pré-preparo das carnes e a produção do molho especial. Cada integrante já sabe onde destinará suas habilidades.
Com tudo pronto, no sábado (3) a partir das 10 horas quatro chapas passam a aquecer a cozinha do Centro de Convenções. Duas para a equipe que cuidará do macarrão e duas para o preparo dos legumes. Só então, a equipe do molho entra em cena para finalizar cada porção. “Trabalhamos em escalas para garantir tudo fresco e saboroso. É um processo intenso, mas o carinho é o principal ingrediente”, reforça Luciana.
Tem também tempurá e muito mais
Além do yakisoba (R$30 a porção individual), a mesma equipe prepara o delicioso tempurá (R$15 a porção). Esse é aquele bolinho frito de legumes servido na hora, com a massa fresca.
Outra atração gastronômica da Nipofest é o Sukiyaki, preparado pela Liga Desportiva Oeste Paranaense, que reúne representantes de 11 municípios com associações japonesas. Eles vêm especialmente a Cascavel para apresentar essa iguaria que também é um clássico da culinária oriental.
Mas além dos pratos tradicionais japoneses como sushi, sashimi, temaki e lamén, há espaço para delícias regionais como pastel, hambúrguer, pizza, shawarma, espetinhos, churros, e até food trucks com novidades.
De acordo com a voluntária Aparecida Lazaroto, este ano teremos expositores locais e muitos vindos de fora, com novidades.
“Uma das estreias deste ano é o marshmallow com sorvete na brasa – uma explosão de contraste entre quente e gelado que fez sucesso na Japan Fest, em São Paulo”, adianta.
E ainda dentro do cardápio de sobremesas, o evento conta com doces típicos japoneses, como o tradicional manju e o moti, preparados por parceiros do evento.
Sobre a Nipofest
A Nipofest é realizada pela ACEC com apoio institucional do Consulado Geral do Japão em Curitiba e incentivo do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. Conta ainda com o apoio da Itaipu Binacional e do Comtur (Conselho Municipal de Turismo de Cascavel) e vários outros parceiros.
Desde as primeiras edições, ainda na Praça da Catedral, todo o trabalho é feito por voluntários. “Famílias inteiras se unem porque acreditam na perpetuação da cultura japonesa. Além de honrar nossos antepassados, a Nipofest deixa um legado às gerações futuras, para que nossos filhos e netos mantenham viva essa história”, ressalta o coordenador do evento, Vander Matsumoto.
Em 2025, a Nipofest também celebra os 130 anos do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão, que pavimentou o caminho para a imigração japonesa e fortaleceu os laços diplomáticos, comerciais e culturais entre os dois países. “Esse tratado foi essencial para que hoje tenhamos tantos descendentes japoneses no Brasil, com forte atuação em diversas áreas. É por meio dele que também promovemos o intercâmbio de conhecimento, tecnologias e cultura”, finaliza Matsumoto.
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