Com tarifas recíprocas, contração do comércio global pode chegar a 1,5% em 2025, diz OMC

Se confirmado, este cenário representará uma reversão do crescimento do comércio global no ano passado, de 2,9%, apontou o relatório....

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Por Agência Estado

A Organização Mundial do Comércio (OMC) alertou que a pausa temporária nas tarifas recíprocas dos EUA mitiga a contração do comércio global, mas que “fortes riscos de baixa persistem”, em relatório de perspectivas globais divulgado nesta quarta-feira, 16. No cenário atual de “tarifas mais baixas”, o comércio global deve se contrair 0,2% em 2025, antes de se recuperar e avançar 2,5% em 2026, segundo as projeções da organização. Contudo, se houver uma deterioração na situação tarifária, a retração pode ser maior, de 1,5% neste ano.

Se confirmado, este cenário representará uma reversão do crescimento do comércio global no ano passado, de 2,9%, apontou o relatório.

A OMC também cortou suas projeções para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2025, de 2,8% no relatório anterior para 2,2% em abril, e em 2026, de 2,6% para 2,4%.

A organização prevê declínio principalmente nas exportações e nas importações da América do Norte em 2025, de 12,6% e 9,6%, respectivamente. A região também sofreu o maior corte nas projeções da OMC de crescimento do PIB para 2025, de 2% a 0,4%, e para 2026, de 1,7% a 1,1%. Segundo o relatório, esta performance pode ser responsável por subtrair 1,7 ponto porcentual do comércio global.

Outras regiões devem mostrar crescimento modesto de exportações e importações em 2025, prevê a OMC, como a Ásia (1,6% para ambos) e a Europa (alta de 1% em exportações e 1,9% em importações). Na América do Sul, o crescimento das exportações deve ser de 0,6% e de importações de 5%.

As previsões para o PIB da Ásia são de alta de 3,7% em 2025 e 3,8% em 2026. No caso da Europa, o avanço previsto é de 1,2% em 2025 e 1,4% em 2026. Na América do Sul, o PIB deve subir 2,7% em 2025 e 2,4% em 2026. Todos os números foram revisados levemente para baixo, em relação ao relatório anterior.

Em nota, a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, disse que está “profundamente preocupada com a incerteza em torno da política comercial, incluindo o impasse entre EUA e China”. “A incerteza persistente ameaça atuar como um freio ao crescimento global, com graves consequências negativas para o mundo, especialmente para as economias mais vulneráveis”, alertou.

O comércio de serviços, embora não esteja diretamente sujeito a tarifas, também deverá ser afetado negativamente, alerta a OMC, com o volume global previsto para crescer 4,0%, mais lento do que o esperado anteriormente.

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