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Foto: Pexels/ Ilustrativa

Mãe enterra feto errado após troca em Hospital Estadual

As crianças, ambas natimortas, foram entregues às mães erradas...

Publicado em

Por Silmara Santos

Foto: Pexels/ Ilustrativa

O Hospital Estadual de Águas Lindas de Goiás (Heal) está no centro de uma controvérsia após a revelação de um erro grave envolvendo a troca de dois bebês nascidos na unidade nas duas últimas semanas de março. As crianças, ambas natimortas, foram entregues às mães erradas, resultando em uma delas enterrando a criança da outra sem ter conhecimento do equívoco.

O caso começou em 21 de março, quando uma mulher, cujo bebê estava apenas na 20ª semana de gestação, deu à luz no hospital. Infelizmente, o bebê não sobreviveu devido à prematuridade extrema e seu corpo foi mantido no freezer da unidade. Em 25 de março, outra mulher entrou em trabalho de parto no mesmo hospital e deu à luz um bebê de 26 semanas, que também foi considerado natimorto pela equipe médica.

No dia seguinte, a primeira mãe retornou ao hospital para retirar o corpo do filho, mas, por um erro, a equipe entregou a ela o feto de 26 semanas, pertencente à segunda mãe. Sem saber da troca, a mulher acabou enterrando o bebê da segunda mãe.

A troca foi descoberta em 27 de março, quando a equipe de enfermagem do hospital foi verificar os corpos no freezer e percebeu o erro. A mãe que enterrou a criança errada agora busca a exumação do corpo para que cada família possa velar e enterrar seus respectivos filhos.

Os advogados Idelbrando Mendes e Daniel J. Kaefer, que representam as duas famílias, estão buscando responsabilizar os culpados pelo incidente. “Iremos acompanhar o inquérito policial a fim de apurar a responsabilidade objetiva quanto aos danos sofridos pelas famílias”, disse Mendes.

Mendes acrescentou que, além do luto pela perda de seus filhos, as mães agora enfrentam a incerteza de quem e quando poderão enterrar seus bebês. Ele também criticou o hospital por não oferecer qualquer tipo de auxílio médico, jurídico ou psicológico às famílias. Até o momento, não houve nenhum contato oficial com o hospital ou as famílias.

A Secretaria de Saúde de Goiás (SES-GO) ainda não se pronunciou sobre o caso.

Com informações de metrópoles.

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