Casos de chikungunya disparam em Cascavel em 2025 e já superam total de registros de 2024

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A maior concentração de casos ocorreu entre as semanas 7 e 12, com destaque para a semana 11 (de 9 a 15 de março), quando foram confirmados 138 casos.
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Por Diego Cavalcante

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A cidade de Cascavel enfrenta um aumento alarmante nos casos de chikungunya em 2025. De acordo com o Informe Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, somente nas 14 primeiras semanas do ano já foram confirmados 1.126 casos da doença. O número é mais de seis vezes maior do que o total registrado em todo o ano de 2024, que teve 174 confirmações.

A maior concentração de casos ocorreu entre as semanas 7 e 12, com destaque para a semana 11 (de 9 a 15 de março), quando foram confirmados 138 casos. Apesar de uma leve queda nas semanas seguintes, o número ainda preocupa: foram 82 casos na semana 13 e 18 na semana 14.

A dengue, por outro lado, apresentou uma queda expressiva. Até o dia 5 de abril de 2025, foram confirmados 76 casos. Para efeito de comparação, somente no ano de 2024, o município contabilizou 32.304 confirmações da doença.

O relatório revela também que os bairros mais afetados tanto pela dengue quanto pela chikungunya estão concentrados nas regiões norte e leste da cidade, onde a incidência por 100 mil habitantes é mais elevada. A maioria dos casos positivos foi notificada nas unidades básicas de saúde com maior fluxo populacional.

O secretário municipal de Saúde, Ali Hassan Haidar, reforça a importância da prevenção: “Estamos intensificando as ações de controle e pedimos à população que elimine possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, principalmente em quintais e locais com acúmulo de água”.

A Divisão de Vigilância Epidemiológica recomenda que a população fique atenta aos sintomas, como febre, dores articulares intensas, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele, e procure atendimento médico ao apresentar sinais da doença. Casos suspeitos devem ser notificados imediatamente pelas unidades de saúde.

Com a chegada do outono, a expectativa é que o número de notificações diminua, mas a Secretaria de Saúde alerta: o combate ao mosquito deve ser constante e coletivo.

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