Editorial: O Brasil é um país onde o sucesso é punido com impostos, e o fracasso é premiado com auxílio

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O Brasil precisa, sim, de uma profunda reforma — mas antes de ser tributária, precisa ser moral.
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Por Redação CGN

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O título acima — coloquial, mas carregado de verdades incômodas — poderia vir de qualquer cidadão comum, de um pequeno empresário ou de um trabalhador cansado de prometer aos filhos aquilo que o Estado insiste em negar: um futuro de prosperidade. Ele desnuda o que muitos economistas, políticos e comentaristas de gabinete evitam admitir com todas as letras: o Brasil é um país rico sendo sabotado por um sistema tributário predatório, injusto e desestimulante.

Não, o americano médio não é “melhor” que o brasileiro. Ele não é mais capacitado por natureza, não tem uma moral superior ou uma mística cultural de eficiência. O que o diferencia é simples: ele é menos atrapalhado pelo seu governo. Lá, a estrutura do Estado não sufoca quem produz — ela impulsiona. Aqui, o Estado funciona como uma âncora amarrada aos tornozelos de quem tenta nadar contra a corrente da burocracia, da insegurança jurídica e da ganância fiscal.

Enquanto nos Estados Unidos é possível adquirir um carro, uma casa ou eletrônicos com uma parcela razoável da renda mensal, no Brasil isso se tornou um luxo inalcançável até para a classe média. E por quê? Porque o peso da máquina pública está sobre as costas do cidadão. Impostos sobre produção, consumo, folha de pagamento, lucro e até sobre a morte. Sim, morremos pagando impostos. E mesmo assim, o retorno em serviços públicos é pífio, quando não inexistente.

E o mais impressionante: isso não é uma questão de direita ou esquerda. É uma questão de bom senso. O brasileiro precisa acordar para o fato de que está sendo enganado há muito tempo. O governo não dá nada de graça. Absolutamente nada. Tudo o que ele diz que “oferece”, ou já foi cobrado ou será cobrado com juros e correção monetária na forma de tributos. Saúde gratuita? Você paga. Educação pública? Você paga. Segurança? Também paga — e, não raramente, paga duas vezes.

Seria dever do Estado garantir sua segurança. Mas a realidade o força a investir em segurança privada, câmeras, cercas, vigilância. O Estado deveria garantir um atendimento de saúde digno, mas você se vê obrigado a contratar um plano particular para não passar horas (ou dias) em uma fila. Financia universidades públicas com seus impostos, mas se quiser que seu filho tenha chance de entrar nelas, precisa pagar por uma escola privada — ou investir pesado em cursos preparatórios. E mesmo assim, talvez nem consiga.

Estamos em um país onde o sucesso é punido com impostos, e o fracasso é premiado com auxílio. Um modelo perverso que inverte valores, desencoraja o mérito e vicia gerações na dependência estatal. Enquanto isso, o empreendedor que gera empregos, o profissional que estuda, o trabalhador que se esforça são vistos como “privilegiados” a serem taxados até sangrar.

E para completar o espetáculo de cinismo, agora vemos o governo brasileiro criticar os Estados Unidos por taxarem importações. Como se aqui o governo fosse exemplo de livre mercado. Ora, em menos de dois anos, esse mesmo governo já criou novos tributos de forma maquiavélica contra o próprio povo. Já esqueceram do imposto sobre as “comprinhas da internet”? Uma medida que penaliza o pequeno consumidor e revela a verdadeira face de um Estado voraz, que persegue até o que é comprado fora para tentar tapar os buracos de sua própria incompetência.

O Brasil precisa, sim, de uma profunda reforma — mas antes de ser tributária, precisa ser moral. O cidadão precisa compreender que não é justo viver para sustentar um Leviatã estatal que tudo consome e pouco entrega. Precisamos de um Estado menor, mais eficiente, que pare de asfixiar quem trabalha e produz.

O brasileiro é um povo trabalhador, criativo, resiliente. O que falta é um governo que pare de atrapalhar. Quando isso acontecer — e só quando isso acontecer — poderemos, enfim, falar em crescimento sustentável, dignidade para o cidadão comum e liberdade para empreender. Até lá, continuaremos vendo nossos sonhos sendo taxados até a morte — enquanto o Estado continua se vendendo como salvador, quando na verdade é o maior dos nossos problemas.

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