Ministro diz que setores da direita ‘não queriam golpe’ e ‘fecharam o nariz’ por Bolsonaro

“A minha opinião é que setores de direita não queriam o golpe de Estado. Eles apoiavam fechando o nariz o então presidente. Aquele período ele praticou...

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Por Agência Estado

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou nesta quinta-feira, 27, que setores da direita “não queriam o golpe de Estado”, mas sim apoiavam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “fechando o nariz”. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta quarta-feira, 26, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornou o ex-presidente e outros sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado.

“A minha opinião é que setores de direita não queriam o golpe de Estado. Eles apoiavam fechando o nariz o então presidente. Aquele período ele praticou violências inomináveis. Ele desestimulou o uso de máscara, o isolamento social, e desfez das pessoas que estavam morrendo sem oxigênio”, disse o ministro em entrevista à CNN.

Além do ex-presidente, entre os denunciados estão os generais e ex-ministros Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o ex-ministro Anderson Torres, o ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. Eles responderão por cinco crimes, com penas que podem somar até 43 anos de prisão.

“Eles tiveram próximo a provocar o golpe”, afirmou o ministro. Segundo Teixeira, “eles tinham um grupo que prometia invadir o Supremo Tribunal Federal, eles tinham um combate nas redes sociais que prometia matar ministros do STF. Tanto que, quem abriu o inquérito foi o ministro Toffoli e nomeou o ministro Alexandre como relator.”

Paulo Teixeira articulou a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, sancionada em 2021, quando ainda era deputado federal. A legislação serviu de base para o recebimento da denúncia contra Bolsonaro e será utilizada pela primeira vez em uma ação penal de grande repercussão no STF.

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