Datena se recusa a negociar com sequestrador durante programa ao vivo

O homem, que portava duas facas, mantinha uma mulher e uma criança de seis anos como refém. O pedido ocorreu durante o programa ao vivo e...

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Por Agência Estado

O apresentador José Luiz Datena se recusou a participar de uma negociação de liberação de reféns nessa quinta-feira, 20. Durante um sequestro em Cuiabá, no Mato Grosso, o bandido solicitou a presença da equipe do Tá na Hora, programa do Datena no SBT, no local.

O homem, que portava duas facas, mantinha uma mulher e uma criança de seis anos como refém. O pedido ocorreu durante o programa ao vivo e foi comunicado ao apresentador pelo repórter Arthur Garcia, que estava no local. Datena, no entanto, negou a possibilidade de prontidão.

“Ele sequestrador está aqui há mais de duas horas. Ele pediu a nossa presença, ele gostaria de ver no Datena a situação para que ele se entregue para a polícia”, afirmou o repórter em conversa com Datena. “Ele está com a televisão ligada, assistindo neste momento. Ele pediu para acompanhar ao vivo. Se você puder auxiliar e conversar com ele”, explicou Garcia.

O apresentador do SBT, no entanto, foi firme em sua resposta. “Eu queria que o rapaz entregasse a vítima, mas eu não posso fazer negociação porque não é o meu papel”, disse. “Eu acho que é melhor você entregar a moça. A gente vai garantir a sua segurança, mas eu não posso negociar com você, quem tem que negociar é a polícia. Eu não tenho capacidade para isso, posso colocar em risco a operação.”

Datena continuou a pedir para o sequestrador se entregar e escutar a polícia, reforçando que não iria se intrometer na negociação por falta de preparo. “Eu não posso fazer negociação com ele, não sou preparado para isso. Já fiz algumas vezes, mas é uma coisa muito arriscada. É a polícia que tem que agir”, finalizou.

Após alguns momentos de tensão, o sequestrador optou por liberar os reféns e se entregar. Ele, no entanto, pediu para que a equipe do programa jornalístico lhe acompanhasse até a delegacia. “Eu quero pagar para a Justiça, eu não quero que me matem. Eu chego lá e vão me matar”, afirmou o homem, antes de entrar na viatura e ser preso.

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