Relatório da LOA prevê superávit primário de R$ 15 bi em 2025, com precatórios fora do teto

“No substitutivo que ora apresentamos, o resultado primário do governo central, excluídas as mencionadas despesas com precatórios, é de superávit de R$ 15 bilhões, cumprindo-se, portanto,...

Publicado em

Por Agência Estado

O relatório do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, publicado nesta quinta-feira, 20, pelo relator, senador Angelo Coronel (PSD-BA), prevê um superávit primário de R$ 15 bilhões neste ano, com pagamentos em precatórios retirados do limite de gastos anual.

“No substitutivo que ora apresentamos, o resultado primário do governo central, excluídas as mencionadas despesas com precatórios, é de superávit de R$ 15 bilhões, cumprindo-se, portanto, a meta constante das diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2025. Em razão do teto de gastos em vigor, o excesso de arrecadação estimado no Relatório da Receita, após a repartição tributária com Estados, Distrito Federal e Municípios e a complementação da União ao Fundeb, contribui para melhorar a projeção desse resultado”, afirmou o senador em seu parecer.

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) analisa nesta quinta-feira o Orçamento deste ano, após alguns meses de atraso. O relator leu seu parecer na reunião da comissão.

Ele alocou R$ 89,4 bilhões em investimentos neste ano, respeitando o piso de 0,6% do PIB destinados a esse tipo de despesa. Com um PIB estimado em R$ 12,4 trilhões, o piso corresponderia a R$ 74,3 bilhões.

Coronel efetuou, também, ajustes em seu texto para adaptar a peça orçamentária às medidas de ajuste fiscal de iniciativa do Poder Executivo aprovadas no ano passado pelo Congresso.

A prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), segundo o relator, permitiu “a reclassificação das fontes de recursos afetadas, no âmbito das receitas e despesas dos orçamentos fiscal e da seguridade social”.

Foram aceitas uma série de modificações a pedido do governo federal, como o acréscimo de R$ 3 bilhões para o Vale-Gás, aumento de despesas previdenciárias em R$ 8,3 bilhões e crescimento de R$ 338,6 milhões no seguro-desemprego. Também houve reduções no Bolsa Família (R$ 7,7 bilhões) e em ações de apoio à implantação de Escolas em Tempo Integral (R$ 4,8 bilhões), que serão realizadas com recursos da complementação da União ao Fundeb. Essas mudanças somaram R$ 40 bilhões, segundo o senador.

O relator fixou em cerca de R$ 50 bilhões o montante destinado às emendas parlamentares (com identificadores RP-6, RP-7 e RP-8). As emendas de modificação em despesas discricionárias do Poder Executivo (com identificadores RP-2) ficaram em aproximadamente R$ 8 bilhões.

Coronel seguiu os novos entendimentos de crescimento das emendas parlamentares, não mais pela inflação medida pelo IPCA, mas correspondente aos porcentuais da Receita Corrente Líquida (RCL) – 2% para as emendas individuais e 1% para as emendas de bancada. As emendas de comissão ficaram fixadas em R$ 11,5 bilhões, conforme já havia sido anunciado.

Como o Supremo Tribunal Federal definiu que as despesas com emendas parlamentares “não podem crescer, em 2025 e anos seguintes, mais do que as despesas discricionárias do Executivo, ou do que o limite de crescimento do teto da LC nº 200/2023 (novo arcabouço fiscal), ou do que a variação da Receita Corrente Líquida (RCL), o que for menor, até deliberação do STF quanto ao mérito da ADI 7697”, o relator disse que caberá ao governo fazer os bloqueios eventualmente necessários para cumprir a decisão.

“Caberá ao Poder Executivo, durante a execução orçamentária, avaliar a necessidade de efetuar bloqueio das parcelas das emendas que ultrapassarem o menor entre os limites mencionados na decisão do STF, até que ocorra a deliberação quanto ao mérito da ADI 7697”, afirmou o relator.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X