Casos de chikungunya disparam em Cascavel, enquanto dengue segue controlada

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Os dados mostram que o pico da chikungunya ocorreu entre fevereiro e março, com algumas semanas ultrapassando 80 novos casos.
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Por Diego Cavalcante

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A Secretaria de Saúde de Cascavel divulgou o mais recente relatório epidemiológico sobre arboviroses, revelando um crescimento preocupante nos casos de chikungunya na cidade. Entre 29 de dezembro de 2024 e 15 de março de 2025, foram confirmados 633 casos da doença, enquanto no mesmo período, a dengue registrou apenas 35 casos positivos.

Os dados mostram que o pico da chikungunya ocorreu entre fevereiro e março, com algumas semanas ultrapassando 80 novos casos. Já a dengue apresentou uma queda significativa em relação ao ano passado, quando mais de 32 mil casos foram confirmados ao longo de 2024.

A Secretaria de Saúde reforça que a principal forma de prevenção para ambas as doenças continua sendo a eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus. Os agentes de saúde intensificaram as fiscalizações e pedem à população que colabore, eliminando recipientes que possam acumular água parada.

Diferentes sintomas, mesmo transmissor

Embora sejam transmitidas pelo mesmo mosquito, a chikungunya causa sintomas distintos da dengue. Além da febre alta, a doença é conhecida por provocar dores articulares intensas, que podem persistir por meses. Já a dengue tende a causar febre, dores musculares e, em alguns casos, complicações hemorrágicas.

Alerta e medidas preventivas

O secretário municipal de Saúde, Ali Hassan Haidar, destacou que a situação está sendo monitorada de perto e que ações de controle estão sendo intensificadas. “A redução dos casos de dengue é um avanço importante, mas a explosão de chikungunya exige uma resposta rápida para evitar um surto ainda maior”, afirmou.

A população pode denunciar possíveis focos do mosquito pelo telefone da Vigilância Epidemiológica. Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico nas unidades de saúde.

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