Credores ainda lutam para receber dívidas do antigo Hospital do Coração em Cascavel

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O caso evidencia que a situação financeira do antigo Hospital do Coração ainda pode gerar novos desdobramentos, pois é possível que existam outros fornecedores, funcionários e prestadores de serviços que também não receberam seus pagamentos.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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Uma recente decisão judicial reforça que ainda existem credores que aguardam o pagamento de dívidas deixadas pelo antigo Hospital do Coração, administrado pela CMC Clínica Médica Cascavel EIRELI. O caso veio à tona após a sentença da 5ª Vara Cível de Cascavel, condenando a CMC ao pagamento de R$ 953.130,08 à empresa Biotronik Comercial Médica Ltda.

Decisão judicial e a dívida milionária

A Biotronik acionou a Justiça alegando que forneceu diversos equipamentos médicos ao hospital, como marca-passos, eletrodos endocárdicos e introdutores de punção, sem que houvesse o devido pagamento. Após tentativas frustradas de receber a quantia devida, a empresa ingressou com ação cobrando o valor atualizado.

Durante o trâmite judicial, a CMC não apresentou defesa, o que levou a juíza Lia Sara Tedesco a decretar sua revelia. Na sentença, ficou estabelecido que a CMC deve pagar o montante solicitado, corrigido pelo IPCA e acrescido de juros pela taxa SELIC desde a última atualização da dívida. Além disso, a empresa foi condenada ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor da condenação.

Outros credores na fila

O caso evidencia que a situação financeira do antigo Hospital do Coração ainda pode gerar novos desdobramentos, pois é possível que existam outros fornecedores, funcionários e prestadores de serviços que também não receberam seus pagamentos. A ausência de defesa no processo por parte da CMC pode indicar dificuldades financeiras ou até mesmo inatividade da empresa.

Diante da decisão, a Biotronik poderá buscar medidas para executar a dívida e tentar reaver os valores. No entanto, a efetividade do pagamento dependerá da existência de bens e recursos disponíveis da empresa condenada.

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