AgroGalaxy propõe grupamento de ações para se adequar às regras da B3

Se aprovada, cada 15 ações serão condensadas em uma só. “Além de adequar a cotação das ações ordinárias ao referido Regulamento de Emissores, a implementação do...

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Por Agência Estado

A AgroGalaxy, rede de lojas de insumos agrícolas em recuperação judicial, anunciou na sexta-feira, 28, que pretende agrupar suas ações na B3 para atender à exigência de que sejam negociadas acima de R$ 1,00. A proposta será votada pelos acionistas em 3 de abril, conforme fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Se aprovada, cada 15 ações serão condensadas em uma só. “Além de adequar a cotação das ações ordinárias ao referido Regulamento de Emissores, a implementação do grupamento viabilizará um mercado secundário mais saudável e justo, objetivo almejado pela própria regra da B3”, afirmou a empresa no comunicado assinado pelo diretor financeiro e de relações com investidores, Luiz Conrado dos Santos Carvalho Sundfeld.

O grupamento não altera o valor total da companhia, mas reduz o número de ações em circulação de 254,5 milhões para cerca de 16,97 milhões. Para evitar perdas, os acionistas terão pelo menos 30 dias para vender ou comprar ações e ajustar suas posições antes da conversão.

Quem não conseguir fechar múltiplos de 15 ações terá suas frações vendidas em leilões na B3, e o dinheiro arrecadado será distribuído proporcionalmente.

A empresa prometeu divulgar mais detalhes sobre o processo no dia 7 de março. “A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados”, disse a AgroGalaxy no documento. As ações da companhia encerraram o pregão desta sexta-feira estáveis, cotadas a R$ 0,53.

A AgroGalaxy entrou em recuperação judicial em setembro de 2024 com uma dívida de R$ 4,6 bilhões. Desde então, fechou metade das lojas, cortou 40% dos funcionários e, no terceiro trimestre de 2024, registrou um prejuízo de R$ 1,58 bilhão – um aumento de 1.679% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para tentar equilibrar as contas, a empresa aposta na venda de uma carteira de dívidas vencidas de R$ 760 milhões e na reativação de um fundo para antecipação de recebíveis de vendas a produtores rurais.

A esperança é gerar caixa suficiente para manter as operações enquanto negocia com credores. A assembleia geral de credores, que definirá o futuro da empresa, deve ocorrer até abril, dentro do prazo máximo de seis meses após o pedido de recuperação judicial.

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