Após relatos de aparição de onça-parda no Ecopark Oeste, câmeras são instaladas pelo IAT

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Noite de surpresa: onça-parda é flagrada passeando em Cascavel Diante do relato, equipes do IAT e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizaram uma varredura na região em busca de pegadas do felino.

Por Silmara Santos

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A suposta aparição de uma onça-parda na região oeste de Cascavel, no Paraná, foi tema de uma conversa entre a equipe da CGN e Marlise da Cruz, Gerente Regional do Instituto Água e Terra (IAT), na tarde desta sexta-feira (21). Uma moradora local entrou em contato com o IAT, afirmando ter avistado o animal nas proximidades do Ecopark Oeste, entre 19h e 20h.

Diante do relato, equipes do IAT e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizaram uma varredura na região em busca de pegadas do felino. Contudo, não encontraram nenhum indício de sua presença. O desaparecimento de uma capivara que vivia no lago do Ecopark também foi notada, mas, novamente, não foram encontrados vestígios que indicassem a presença ou morte do animal.

Marlise da Cruz explicou que, caso a onça tivesse atacado a capivara, seria possível encontrar resíduos do animal que não foram consumidos pelo felino, como sangue, patas e cabeça. No entanto, nada foi encontrado. Além disso, todas as aves cadastradas que vivem no Lago do Ecopark Oeste continuam no local, sugerindo que o felino não se alimentou delas.

“Não encontraram absolutamente nada, não encontraram sangue, não encontraram o resto de capivara, nem as patas, nem a cabeça, que a onça não come isso. Então, e aí é sinal que não tinha capivara” explicou Marlise.

Segundo Marlise, é possível que a moradora tenha confundido um cachorro de grande porte com a onça. Ela lembra que casos de ataques de cachorros a animais de grande porte já foram registrados na região. Marlise também tranquilizou a população, afirmando que não há registros de ataques de onças a seres humanos no estado do Paraná.

“Tem cachorros de grande porte que esse, sim, avança em animais de grande porte. Como nós já tivemos casos em cascavel, de cavalo que foram mordidos (por cachorros), de porcos que foram mortos, que não foi a onça que acabou sendo os animais. E nós constatamos isso pelas patas do animal que ficou lá, que feriu esses animais domésticos” disse.

Apesar das evidências contrárias, o IAT instalou seis câmeras na região para monitorar a possível presença do felino. As câmeras serão retiradas na segunda-feira (24) e as imagens analisadas.

A região do Ecopark Oeste é conhecida como Corredor da Biodiversidade, uma área que foi reflorestada com espécies nativas entre os anos 2000 e 2005. Segundo Marlise, é possível que onças provenientes do Parque Nacional do Iguaçu transitem pela região em busca de alimento, mas ela reitera que as onças não representam uma ameaça para os humanos.

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