E a gente come só feijão puro?; Alimento segue na contramão da inflação

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um incremento de 11,4% na produção de arroz na safra 2024/2025, estimada em 11,79 milhões de toneladas.
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Por Diego Cavalcante

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Em meio a um cenário de alta nos preços dos alimentos, o arroz e o feijão, que formam a clássica combinação presente na mesa de muitos brasileiros, seguem na contramão da inflação e se mantêm acessíveis nas gôndolas dos supermercados.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um incremento de 11,4% na produção de arroz na safra 2024/2025, estimada em 11,79 milhões de toneladas. Importante dupla do arroz no prato dos brasileiros e ingrediente fundamental da feijoada, o feijão terá a produção com registro de crescimento de 4,9%, com 3,4 milhões de toneladas. É a segunda maior safra dos últimos 15 anos, perdendo apenas para a temporada 2013/2014.

Com grandes ofertas, é esperada redução nos preços, o que pode impulsionar o consumo e reforçar o papel do arroz e do feijão como protagonistas da alimentação brasileira, não apenas no varejo, mas também na indústria e no food service.


Entenda o debate em torno dos preços dos alimentos

  • Enquanto a inflação acumulou alta de 4,83% em 2024, o grupo Alimentação e Bebidas, isolado, subiu 7,69% em 12 meses. Esse grupo contribuiu com 1,63 ponto percentual para a inflação do ano passado.
  • Custos da alimentação (seja ela dentro ou fora do lar) pesam especialmente sobre os mais pobres, que têm seu poder de compra reduzido.
  • O Palácio do Planalto descartou o tabelamento de preços para forçar a queda nos valores dos alimentos.
  • O governo aposta na queda do dólar, que caiu em torno de 10% nos últimos 60 dias, e na safra agrícola de 2025, que deverá registrar recorde.
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