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Sandro Rossi, morto vítima de homicídio em 2019

Cinco réus vão a júri por homicídio em Cascavel, decide Justiça

Acusados são apontados como membros de facção criminosa e teriam executado Sandro Rossi em disputa pelo tráfico de drogas; julgamento será no Tribunal do Júri....

Publicado em

Por Redação CGN

Sandro Rossi, morto vítima de homicídio em 2019

Cascavel, PR – O Poder Judiciário do Estado do Paraná decidiu pela pronúncia de cinco réus acusados do homicídio qualificado de Sandro Rossi, ocorrido em 24 de abril de 2019, na cidade de Cascavel. A decisão foi proferida pelo juiz Marcelo Carneval, da 1ª Vara Criminal da Comarca, determinando que os acusados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Foram pronunciados A.C, E.C., R.C., C.E.P.S. e G.C.C., sob acusação de homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já o réu M.G. foi impronunciado, ou seja, não será submetido ao júri popular por falta de provas suficientes no atual estágio processual.

Crime ligado a disputas entre facções

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), o crime estaria relacionado a uma disputa territorial entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas em Cascavel. Os acusados fariam parte de uma organização criminosa denominada “Cabelos”, que teria encomendado a execução de Sandro Rossi. O caso foi desdobramento da operação Seletor, da Polícia Federal, que revelou atividades ilícitas do grupo.

Entre as informações coletadas, por exemplo, destaca-se o trecho em que A.C. confessa ter mantido, por 15 (quinze) anos, uma organização criminosa com seu irmão. Em outra passagem, ele admite que ambos cometeram diversos homicídios com o intuito de se proteger.

A vítima, Sandro Rossi, foi alvejada por diversos disparos de arma de fogo em frente ao seu estabelecimento comercial. Após ser hospitalizada em estado grave, Sandro Rossi faleceu em 17 de junho de 2019. Investigações apontaram que os executores do crime usaram um veículo Astra de cor preta, que foi posteriormente apreendido. O exame papiloscópico revelou a presença da impressão digital do réu G.C.C no automóvel.

Além de registros de chamadas telefônicas e mensagens interceptadas pela polícia, o processo contém depoimentos de testemunhas, incluindo o irmão da vítima, Robson Rossi, que também sofreu um atentado em 2019 e confirmou em depoimento a rivalidade entre os grupos criminosos.

Julgamento pelo Tribunal do Júri

A decisão de pronúncia significa que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, justificando a submissão dos réus ao julgamento popular. No entanto, a pronúncia não é uma condenação, mas sim uma etapa do processo penal. A defesa de todos os acusados pleiteou a impronúncia, argumentando falta de provas conclusivas, mas a Justiça entendeu que há elementos suficientes para levar o caso a júri.

Além disso, a decisão judicial manteve a prisão preventiva dos réus pronunciados, com exceção de M.G., que teve sua prisão revogada. O magistrado fundamentou a manutenção da detenção com base na gravidade dos fatos e na necessidade de garantir a ordem pública.

“Não há indícios de que o denunciado M.G. tenha sido o condutor do veículo, conforme apontado na denúncia. Afinal de contas, os relatórios de extrato de ERB indicam que M.G. estava em Toledo/PR em horário próximo ao que o crime ocorreu. Até mesmo o Ministério Público requereu a impronúncia de M.G., tamanho o arrefecimento do conjunto probatório relacionado a ele”.

Trecho da decisão proferida

O caso agora segue para a fase do Tribunal do Júri, que determinará se os acusados serão condenados ou absolvidos. Ainda não há data definida para o julgamento.

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