Ibovespa sobe 0,76%, aos 126,5 mil pontos, com IPCA ameno

“IPCA em linha com o esperado, o que trouxe alívio nas curvas de juros desde a manhã. Não muda o cenário, na medida em que o...

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Por Agência Estado

A comportada leitura do IPCA em janeiro, de 0,16%, contribuiu para o dia de apetite por risco na B3, com câmbio e juros em baixa, e Ibovespa em alta de 0,76%, a 126.521,66 pontos, no fechamento. Assim, o índice brasileiro andou bem à frente das referências de Nova York na sessão, com variação entre -0,36% (Nasdaq) e +0,28% (Dow Jones) no encerramento. Na B3, o giro financeiro ficou em R$ 20,1 bilhões. Da mínima à máxima do dia, o Ibovespa oscilou dos 125.569,96 aos 126.886,27 pontos, saindo de abertura aos 125.571,39 pontos. No mês, o Ibovespa volta ao positivo (+0,31%), com ganho de 1,53% na semana.

“IPCA em linha com o esperado, o que trouxe alívio nas curvas de juros desde a manhã. Não muda o cenário, na medida em que o boletim Focus continua a trazer, como visto ontem, elevações nas projeções de inflação para este ano e também para o fim de 2026”, diz Patricia Krause, economista-chefe da Coface para América Latina.

“Existia expectativa de que pudesse vir até mais alto do que de fato foi o resultado, não trouxe surpresas. Sinal de estabilidade, mas o cenário para os preços ainda é preocupante. Alta de juros dá uma segurada na inflação, mas o remédio está mais forte do que poderia ser se houvesse mais clareza com relação ao fiscal”, diz Paloma Lopes, economista da Valor Investimentos. “Se continuar a colocar todo o peso sobre a política monetária, haverá fragilização adicional do mercado, pela atratividade da renda fixa com juros tão altos”, acrescenta.

Ainda assim, na B3, desde a manhã, o dia foi majoritariamente positivo para as ações de primeira linha, à exceção dos carros-chefes Vale (ON -0,43%) e Petrobras, que fechou o dia em situação um pouco melhor (ON +0,55%, PN sem variação). Na ponta ganhadora do Ibovespa, destaque para Carrefour (+10,08%), Hapvida (+7,26%) e TIM (+6,95%). O Carrefour Brasil informou que a Península, gestora de recursos da família Diniz, converterá todas as suas ações brasileiras em ações do Grupo Carrefour. A colocação surge após o Carrefour França submeter hoje à administração uma proposta para converter a companhia em subsidiária integral. Com isso, haveria a deslistagem do Carrefour Brasil do Novo Mercado.

Para além da questão referente ao Carrefour, “o setor de varejo e saúde foi beneficiado pela inflação mais controlada, já que menores pressões inflacionárias favorecem o consumo e reduzem custos operacionais”, aponta Patrick Buss, operador de renda variável da Manchester Investimentos. No lado oposto na sessão, Automob (-3,45%), Azul (-3,01%) e CSN (-2,21%).

“No setor de aço e alumínio, taxado pelos Estados Unidos, há empresas que têm menos exposição ao país, como a Usiminas (PNA +3,50%), que exporta mais para a Argentina. E a Gerdau (PN +0,97%), que tem planta nos Estados Unidos, acaba não sendo impactada. Por outro lado, a mais impactada é a CSN, que exporta quase 20% de seu volume para lá – e o correspondente a 15% da receita”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos. “Se começar realmente uma guerra comercial em escala global, não será bom para ninguém.”

“Taxações do aço e do alumínio têm efeito para a inflação nos Estados Unidos, o que traz dificuldades para o Federal Reserve com relação ao afrouxamento dos juros, com efeito também para a atividade das empresas, o que se refletiu hoje no desempenho dos índices de ações em Nova York”, diz Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos.

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