
Estudo revela: pika supera desafios e se adapta às mudanças da Terra
De acordo com a nova análise conduzida pelo renomado biólogo e conservacionista Andrew T. Smith, divulgada pelo Journal of Mammalogy, as pikas parecem tolerar uma variedade...
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Por Silmara Santos
A pika-americana, pertencente à espécie Ochotona princeps e conhecida por ocupar as regiões montanhosas frias do oeste da América do Norte, surpreende a comunidade científica ao demonstrar uma resiliência maior que o esperado frente às mudanças climáticas. Estudos recentes ressaltam que esse pequeno herbívoro, cuja morfologia lembra a de pequenos coelhos, se aproveita de áreas de pedras quebradas e pedregulhos para construir ninhos que proporcionam proteção contra o calor intenso e predadores naturais, como raposas, falcões e águias.
De acordo com a nova análise conduzida pelo renomado biólogo e conservacionista Andrew T. Smith, divulgada pelo Journal of Mammalogy, as pikas parecem tolerar uma variedade mais ampla de condições ambientais do que se pensava anteriormente. Smith, que possui vasta experiência em ecologia comportamental de mamíferos e que atuou como presidente dos Grupos de Especialistas em Lagomorfos da Comissão de Sobrevivência de Espécies da IUCN por quase três décadas, enfatiza que “esses resultados mostram que as pikas são capazes de tolerar um conjunto mais amplo de condições de habitat”. Essa conclusão contrasta com a narrativa anterior, que retratava a espécie como extremamente sensível aos aumentos de temperatura.
A pesquisa destaca também que boa parte dos estudos anteriores se baseava em análises de populações com distribuição geográfica restrita, o que pode ter distorcido a compreensão sobre a real capacidade adaptativa das pikas. Ao evidenciar essa flexibilidade, o estudo não só contribui para o conhecimento sobre a espécie, mas também oferece subsídios importantes para as estratégias de conservação, evidenciando a importância de se considerar a variabilidade regional e comportamental dos animais na formulação de políticas de proteção ambiental.
Além disso, o trabalho de Smith reforça a necessidade de revisar conceitos previamente aceitos acerca da vulnerabilidade da pika-americana às mudanças climáticas. O estudo abre espaço para novas pesquisas que aprofundem a compreensão dos mecanismos de adaptação dessas pequenas criaturas, fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas montanhosos onde habitam, desde a Colúmbia Britânica e Alberta, no Canadá, até estados dos Estados Unidos como Novo México e Califórnia.
Com informações de Metrópoles.
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