Rivalidade: Palmeiras denuncia Corinthians e provoca exclusão do Movimento dos Clubes Formadores
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Por Redação CGN
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Palmeiras e Corinthians protagonizam uma das maiores rivalidades do futebol, tanto no Brasil quanto no mundo. No entanto, recentemente, a disputa foi além das quatro linhas, com o Verdão denunciando o Timão por aliciamento.
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A denúncia do Palmeiras foi motivada por um atrito na categoria Sub-14, após o Corinthians contratar um atleta que pertencia ao Verdão. A diretoria do Timão nega qualquer prática de aliciamento.
Diante da situação, o Palmeiras levou a reclamação ao Movimento dos Clubes Formadores (MCF), o que resultou na exclusão do Corinthians do grupo.
O MCF foi criado para promover a integração entre gestores de clubes formadores no Brasil, fiscalizar negociações e incentivar relações pacíficas entre as equipes.
A queixa formal foi feita por João Paulo Sampaio, coordenador geral da base do Palmeiras, e acabou sendo aceita pelo MCF. Segundo a CNN, o Corinthians tentou uma reaproximação, propondo a divisão dos direitos econômicos do atleta, mas o Verdão recusou a oferta.
Clubes apoiam o Palmeiras e deixam a Copa Votorantim
A Copa Votorantim Sub-15 é uma das principais competições da categoria. Após a recusa do pedido de exclusão do Corinthians do torneio, diversas equipes demonstraram apoio ao Palmeiras e decidiram não disputar a edição de 2025.
Os clubes que aderiram ao boicote foram: São Paulo, Palmeiras, Santos, Cruzeiro, América-MG, Juventude, Goiás, Sport, Fortaleza, Ferroviária, Guarani e Bahia.
Para evitar que ficassem sem jogos no período e minimizar prejuízos com passagens já compradas, especialmente para equipes de fora de São Paulo, os clubes se uniram e criaram a Copa Conexão SP-Nordeste Sub-15.
A competição teve um formato enxuto e consagrou o Bahia como campeão após vitória sobre o Palmeiras nos pênaltis. O jogo terminou 1 a 1 no tempo normal, e os baianos levaram a melhor nas cobranças, vencendo por 5 a 4.
Estêvão saiu do Cruzeiro para o Palmeiras, mas situação era diferente
O Movimento de Clubes Formadores foi criado para impedir que equipes “roubem” atletas com menos de 14 anos, idade mínima para a assinatura de um contrato de formação. Com um Regimento Interno, a iniciativa protege os clubes e regula as negociações dentro desse contexto.
Por outro lado, há casos em que a troca de equipe não é considerada aliciamento. Um exemplo é Estêvão, joia do próprio Palmeiras e vendido ao Chelsea. O jogador era do Cruzeiro, mas a Raposa passou quase dois anos sem o Certificado de Clube Formador e, consequentemente, fora do movimento, o que permitiu sua transferência.
Dessa forma, a regra se aplica apenas às equipes que fazem parte do grupo e possuem todas as exigências legalizadas para atuar como clube formador no Brasil.
Entre as regras do movimento, é necessário que o jogador tenha:
- Registro no BID;
- Mínimo de 90 dias no clube;
- Comprovar pagamento de bolsa aprendizagem, quando houver;
- Gestor da equipe deve ter participado de pelo menos uma reunião por ano.