Motta: cenário econômico é preocupante; parece Haddad tem ficado vencido nas discussões

“Podem ter certeza que, à frente da Câmara, vamos seguir com ainda mais força nessa agenda, porque não há como ter um país mais justo com...

Publicado em

Por Agência Estado

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que sua gestão à frente da Casa terá a estabilidade fiscal como prioridade, mas avaliou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dificuldades em fazer o debate sobre corte de gastos. Em sua visão, o cenário econômico nacional é preocupante e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem ficado “vencido” em discussões internas da gestão.

“Podem ter certeza que, à frente da Câmara, vamos seguir com ainda mais força nessa agenda, porque não há como ter um país mais justo com um caos econômico”, disse, em entrevista à Globo News nesta terça-feira, 4. Segundo ele, a Casa não irá abrir mão do debate sobre estabilidade fiscal e de ter esse compromisso com a economia do país. “Podem ter certeza que, à frente da Câmara, vamos seguir com força na agenda fiscal.”

Apesar do compromisso firmado, o deputado apontou dificuldades do governo no debate. Em sua avaliação, a gestão tem “dificuldade de entendimento” e de concretizar tal agenda fiscal. “Parece que Haddad tem ficado vencido nas discussões internas e na tomada de decisão final”, citou.

Motta disse que tem boa relação tanto com os ministros da Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e da Casa Civil, Rui Costa, mas que tem mais proximidade com Haddad. Em sua visão, o ministro tem se esforçado para fazer um bom trabalho na Fazenda. O novo presidente da Casa disse ter conversado com o ministro algumas vezes e reafirmou a disposição de seguir colaborando com a pasta e com a agenda econômica do governo.

O deputado comentou que o governo precisa, “individualmente”, reconhecer que a situação econômica é grave. Para isso, por exemplo, comentou que o aumento da arrecadação não resolverá o problema sem reduzir despesas.

O presidente da Câmara trouxe o exemplo sobre a medida da Receita Federal que ampliava o monitoramento sobre transações financeiras, incluindo o Pix. Em sua avaliação, a repercussão do caso “foi um tiro no pé”. Para ele, a população está “esgotada” com o debate sobre aumento de carga tributária pelo governo.

Diante dos desafios que o parlamentar pontuou na economia, Motta avalia que, se Haddad tiver apoio político do Congresso, vai facilitar o trabalho de aprovar a agenda fiscal. “Ele terá nosso total apoio nessa agenda”, comentou. Conforme pontuou, o Congresso não se furtou a votar matérias de aumento de arrecadação.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X