Governo se posicionou ‘bem’ na questão dos alimentos, diz presidente da Caixa

“Isso sobre a inflação tem um outro aspecto, que é a questão da expectativa. E aí a gente tá falando da economia comportamental, que é a...

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Por Agência Estado

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira Fernandes, afirmou, em entrevista à GloboNews, que o governo se posicionou “bem” em relação à inflação dos alimentos, e avaliou que há perspectivas positivas para um equilíbrio no tema.

“Isso sobre a inflação tem um outro aspecto, que é a questão da expectativa. E aí a gente tá falando da economia comportamental, que é a questão da expectativa que você tem em relação à inflação, mesmo ela não existindo? Você tem alguns agentes econômicos que aumentam o seu valor. A gente tem visto isso, descolado da questão da inflação por expectativa de crescimento da receita. O governo se posicionou bem nessa questão da inflação dos alimentos. Acho que vamos ter um bom termo em torno disso”, disse Vieira.

Sobre a participação da Caixa na regulação do vale-alimentação e vale-refeição, Vieira mencionou a possibilidade de alteração no modelo para aumentar a concorrência. “A questão do vale-refeição, ele é um arranjo de meio de pagamento que nós chamamos de ‘arranjo fechado’, ele não tem regulamentação hoje do Banco Central, como o arranjo aberto dos meios de pagamentos, como as maquininhas. Escutei já comentários de que havia possibilidade de se fazer esse arranjo fechado ser um arranjo aberto. Qual é a vantagem do arranjo aberto? É a concorrência? Você abre a possibilidade de que os detentores do arranjo aberto estabeleçam uma relação”, explicou.

Vieira destacou que a Caixa tem condições técnicas para assumir um papel nesse processo, caso o governo opte por mudanças. “A Caixa pode ser a distribuidora nesse processo, mas isso envolve medidas de alteração legais, o que fica dentro da avaliação que o governo possa fazer.”

Ele revelou ainda que houve diálogos com a Associação dos Supermercadistas sobre o tema de que o modelo de arranjo aberto seria ‘um caminho” para ampliar as opções e reduzir custos para os consumidores. Vieira reforçou que a Caixa está à disposição para atuar tecnicamente, caso o governo adote medidas envolvendo o setor de alimentos.

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