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Boletim registra alta na venda de bens duráveis durante a pandemia

Os dados são do boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes. ...

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Por Fábio Wronski

As vendas de áudio, vídeo e eletrodomésticos apresentaram um salto de 14% no mês de maio. Produtos de informática, telefonia, linha branca (como geladeira e fogão), celulares, televisores, móveis e colchões também mostraram tendência positiva após a forte queda nas vendas nos meses de março e abril.

Os dados são do boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes. O trabalho mostra possível adaptação na forma de atendimento ao consumidor, e identifica que alguns bens duráveis podem ter experimentado aumento de demanda em razão da necessidade de isolamento social, movimento econômico que é limitado, à medida que as pessoas se sentem adaptadas à nova realidade.

Um dos novos dados apurados no boletim conjuntural mostra que o Paraná chegou a um saldo de R$ 103,5 bilhões em créditos concedidos a pessoas jurídicas até o mês de abril. O montante aponta um acréscimo de quase R$ 10 bilhões em relação ao resultado de fevereiro.

ATACADO – No período de 01 a 21 de junho de 2020, o comércio atacadista paranaense operou em um nível equivalente a 74% do patamar pré-pandemia, apresentando relativa estabilidade em relação a maio. As vendas no comércio varejista no Estado ao Paraná também apresentaram, desde maio, tendência de recuperação após as quedas nos primeiros meses da pandemia.

NOTAS – O Paraná registra 94% de empresas que emitem documentos fiscais (NF-e ou NFC-e) abertas até 19 de junho. Mesmo assim, o Estado já acumula R$ 1,6 bilhão em perdas de receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

No cenário específico do funcionamento das empresas, o boletim conjuntural aponta que 4 mil estabelecimentos que operam no Simples Nacional e 1,050 mil do Regime Normal ainda estavam fechados no dia 22 de junho. No auge das recomendações de isolamento social, entre o fim de março e o começo de abril, havia 37.700 empresas do Simples fechadas, assim como 6.300 do Regime Normal.

PIB – A projeção do PIB para 2020 mostra sinais de estabilização, uma vez que o valor para a semana atual é muito próximo das duas anteriores, com queda estimada de 6,50%, contra uma previsão de alta de 2,3% estimada para o ano antes do início da pandemia. A expectativa de momento é que haja resultado positivo agropecuária (2,23%) e redução significativa na indústria (-7,12%) e em serviços e comércio (-5,49%).

Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), embora as projeções do Banco Central indiquem que o segundo trimestre do ano será o mais afetado pela pandemia, o Paraná projeta resultados negativos já no terceiro trimestre (-10,1%) em relação à previsão inicial, e no quarto trimestre (-7,2%).

Apesar da recuperação inicial analisada pelo Ipardes, o boletim conjuntural aponta que é necessário acompanhar o novo cenário e comportamento das atividades econômicas, pois o PIB paranaense deve apresentar retração em todos os trimestres até o final ao ano.

ICMS – No mês de maio, houve queda de 776,5 milhões (29,9%), em comparação ao mesmo período de 2019. Em relação à Lei Orçamentária, a queda foi de R$ 433 milhões em abril e R$ 853 milhões em maio. A arrecadação de ICMS de abril apresentou melhor desempenho em comparação a maio porque está relacionada, em parte, às operações realizadas em março, que foram afetadas a partir da sua segunda quinzena.

O setor de combustíveis, que tem a maior participação no ICMS, de 21,6% em 2020, representa a maior queda, de 60,8% em comparação a maio de 2019.
A queda na arrecadação de ICMS de março a maio, de R$ 1,380 bilhão somada à queda parcial de junho, de R$ 233,9 milhões. O auxílio financeiro de R$ 1,7 bilhão destinado ao Paraná pelo governo federal suportará até 23% das perdas no ICMS do Estado.

REGIÕES – Na macrorregião de saúde Leste (do Centro-Sul ao Litoral, passando por Curitiba, Campos Gerais e Região Metropolitana), o comércio varejista e a indústria de transformação, sem incluir a produção de alimentos, registraram evolução, passando a operar em 86,9% e 80,3%, respectivamente, em relação aos níveis anteriores à pandemia.

Na macrorregião Noroeste (região de Maringá e Umuarama), a indústria alimentícia e os comércios varejista e atacadista exibiram alta na comparação com o mesmo mês de maio, sendo destaque a manufatura de alimentos, com nível de operação muito próximo ao patamar observado antes da crise do coronavírus.

A indústria de transformação da macrorregião Norte (Londrina e região), excluindo a produção de alimentos, já opera em um nível igual ao verificado antes da COVID-19. O cenário reflete uma flexibilização no funcionamento, onde o comércio varejista e o ramo atacadista registram alta.

O Oeste (Cascavel e Pato Branco) também apresentou alta no comércio varejista e nas atividades industriais. Já o comércio atacadista anotou considerável queda, passando a operar em 70% do nível pré-pandemia.

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