Dólar retoma alta após venda de US$ 3 bilhões à vista, por cautela com RTI e fiscal

Os juros futuros voltam a escalar com investidores analisando as condições dos leilões de títulos do Tesouro nesta quinta. Também é precificada a piora das projeções...

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Por Agência Estado

A queda de braço do mercado com o BC e Tesouro persiste na manhã desta quinta-feira, 19. O dólar à vista já devolveu o viés de baixa inicial, após o mercado absorver o lote integral de US$ 3 bilhões em leilão no mercado à vista mais cedo. A divisa renovou máximas intradia a R$ 6,2961 (+0,49%) – recorde nominal, indicando persistência da cautela fiscal.

Os juros futuros voltam a escalar com investidores analisando as condições dos leilões de títulos do Tesouro nesta quinta. Também é precificada a piora das projeções de inflação, para cima a partir de 2025, e crescimento da atividade, para baixo, trazida pelo Relatório trimestral de Inflação, divulgado mais cedo.

A Câmara adiou para esta quinta-feira a votação em plenário da PEC e do projeto de lei complementar do pacote fiscal por falta de votos na noite de quarta-feira. Além disso, aprovou o pacote fiscal que limita o bloqueio de emendas apenas às não obrigatórias e confirmou a revogação do antigo DPVAT. Ainda aprovou a urgência para projeto que regula perdas no recebimento de créditos tributários por instituições financeiras, que pode gerar arrecadação adicional ao governo de mais de R$ 16 bilhões em 2025.

No RTI, o Banco Central afirma que o pacote fiscal apresentado pelo governo parece não ter gerado impacto positivo sobre a percepção de analistas do mercado acerca das contas públicas. O Questionário Pré-Copom (QPC) mostrou que os economistas esperam impacto menor do que o estimado pelo governo com as medidas.

“Em parte, essa reação está associada à avaliação de que as medidas fiscais são insuficientes”, disse o BC. “Além disso, a projeção mediana de resultado primário do QPC não incorpora nenhum impacto das medidas, o que pode estar associado à visão de que o espaço aberto pelo corte de despesas obrigatórias será preenchido por despesas discricionárias.”

O BC avalia que a meta fiscal de 2024 – de déficit zero, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos – tende a ser cumprida dentro do limite inferior. Mesmo assim, “o quadro fiscal demanda atenção”, segundo a autarquia. Há incertezas sobre o cumprimento das metas fiscais nos próximos anos e para a trajetória da dívida pública.

O Tesouro Nacional divulgou, mais cedo, leilão extraordinário de venda 1,2 milhão de Notas do Tesouro Nacional da série B (NTN-B) em quatro vencimentos, com lotes de 300 mil cada, e também leilão extraordinário de compra de 12 milhões de Notas do Tesouro Nacional da série B (NTN-B) em quatro vencimentos, com lotes de 3 milhões cada. O acolhimento das propostas ocorrerá das 11h às 11h30 e a divulgação do resultado a partir das 11h45.

A AGU acionou a PF e a CVM por causa de fake news sobre falas do futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que circularam nesta semana no mercado, adicionando tensão particularmente ao dólar ante o real.

No exterior, a libra e os rendimentos dos Gilts britânicos perderam força, após o Banco da Inglaterra (BoE, em inglês) manter juros em 4,75%, em decisão dividida, com 6 votos a 3. Com o movimento, a ponta curta dos Gilts passou a cair. Já a Bolsa de Londres reduziu queda levemente, depois da decisão.

Às 9h53 desta quinta, o dólar à vista subia 0,19%, a R$ 6,2751. O dólar para janeiro ganhava 0,34%, a R$ 6,2755.

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