AMP

Gaeco e forças policiais deflagram 3ª fase de operação contra organização criminosa com atuação no tráfico de drogas, homicídios e outros crimes

As ordens judiciais, expedidas pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa, foram cumpridas no Paraná nos municípios de Curitiba, Carambeí, Colombo, Imbituva, Ivaí, Piraquara, Ponta Grossa......

Publicado em

Por Ministério Público do Paraná

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio das polícias Civil, Militar e Penal, deflagrou nesta quarta-feira, 11 de dezembro, a terceira fase da Operação Pax, que investiga a atuação de organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas e armas, homicídios, corrupção e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva e 53 mandados de busca e apreensão em 46 residências em cinco estados da federação.

As ordens judiciais, expedidas pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa, foram cumpridas no Paraná nos municípios de Curitiba, Carambeí, Colombo, Imbituva, Ivaí, Piraquara, Ponta Grossa e São José dos Pinhais. No Mato Grosso do Sul, os mandados foram executados em Campo Grande e Cassilândia; em Santa Catarina, nas cidades de Florianópolis, Herval D´Oeste e Palhoça; em São Paulo, nos municípios de Araçatuba, Birigüi e Sud Mennucci; e em Rondônia, em Parecis.

As investigações, conduzidas pelo Gaeco de Ponta Grossa, tiveram início há três anos e identificaram inicialmente uma organização responsável por tráfico de drogas e armas que, para dominar o mercado ilícito, eliminaram vários componentes de grupos rivais, tanto em Ponta Grossa como em outras regiões do estado. Essa situação gerou um contexto de “guerra de facções”, responsável pelo aumento do número de homicídios na região nos anos anteriores.

Fases anteriores – A primeira fase da operação foi deflagrada em 2022 e teve como objetivo desarticular a organização criminosa, tendo resultado, na ocasião, na redução do número de assassinatos na cidade. A partir dessa primeira etapa, houve a propositura, pelo Gaeco de Ponta Grossa, de duas ações penais contra 16 pessoas pelos crimes de organização criminosa, porte e posse irregular de armas de fogo de uso permitido e restrito, disparos de arma de fogo e uso de documentos falsos. O líder da organização criminosa foi preso no Rio de Janeiro em dezembro de 2022 e atualmente encontra-se em presídio federal de segurança máxima. Uma das ações já foi julgada em primeiro grau e resultou na condenação de oito pessoas pelos crimes de posse, porte e disparo de arma de fogo.

Na segunda fase, as investigações centraram-se no crime de lavagem de dinheiro, com a utilização de “laranjas” para a movimentação de dezenas de milhões de reais provenientes de atividades ilícitas, o que resultou na prisão de outros cinco integrantes do grupo criminoso e no oferecimento de nova denúncia contra 11 pessoas pelos crimes de integração em organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Na atual fase da operação, o objetivo é desarticular o grupo que continua a praticar homicídios, tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro a partir de lideranças que já se encontram detidas em presídios do Paraná. Também foram obtidas provas de corrupção de um monitor de ressocialização, servidor terceirizado do sistema penitenciário, que receberia propina para conceder benefícios e facilidades aos investigados presos. Esse servidor terceirizado teve a sua prisão preventiva decretada nesta fase das investigações e já foi afastado das funções pelo próprio Departamento de Polícia Penal do Estado.

Outras operações – Em conjunto com a Operação Pax, contando com o apoio do Gaeco, a 13ª Subdivisão da Polícia Civil do Paraná realiza o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão preventiva nas operações “Day Break” e “Concórdia”, que também têm como foco a mesma organização criminosa e visam desarticular suas células responsáveis por homicídios e pelo tráfico de drogas nos municípios de Ponta Grossa e Ivaí. Ambas as operações resultam da colaboração e esforço comum das Polícias Civil e Militar e do Ministério Público e têm o objetivo de reduzir os índices de homicídios ocorridos na região e ligados ao tráfico de drogas e à disputa de facções criminosas.

Para a realização das operações em conjunto foram mobilizados mais de 250 policiais civis, militares e penais no Paraná e nos demais estados da federação.

Aqui imagens da operação.

[email protected]

Fonte: MPPR

Notícias Relacionadas:

Tribunal do Júri de Fazenda Rio Grande condena a penas de mais de 44 anos dupla denunciada pelo Ministério Público do Paraná por dois homicídios qualificados
Em Palmital, MPPR oferece denúncia criminal e pede o afastamento das funções de escrivão e sua esposa, que teriam cobrado taxas indevidas ao longo de 15 anos
Homem é condenado a 36 anos por feminicídio em São Mateus do Sul
Clínicas são alvo do Gaeco por suposta fraude em cursos para faturar com atendimento a crianças com TEA
Pai espanca bebê de 3 meses porque ele chorava e pega 22 anos de cadeia
Ministério Público aciona Município de Curitiba para que regularize a situação de Unidade de Acolhimento Institucional para adolescentes do sexo feminino
Tribunal do Júri condena a 16 anos e 7 meses de prisão homem denunciado pelo MPPR por homicídio praticado em frente a bicicletaria em Curitiba
Em Loanda, homem denunciado pelo MPPR por estupro de vulnerável praticado de forma reiterada por 19 anos contra duas netas é condenado a 83 anos de prisão
Tribunal do Júri de Reserva condena homem denunciado pelo MPPR a 14 anos e 6 meses de reclusão por crime cometido em via pública na véspera de Natal
MPPR denuncia pelo crime de estupro homem que abordou mulher em via pública e a arrastou para matagal no bairro Pinheirinho no dia 19 de abril
Tribunal do Júri de Toledo condena a 19 anos e 6 meses de prisão jovem que matou outro com 19 tiros em pista de corrida de automóveis
Gaeco deflagra a Operação Rede Interposta, com cumprimento de mandados contra organização criminosa voltada ao tráfico de drogas em Paranaguá
Integrantes de organização criminosa denunciados pelo MPPR em Paranaguá são condenados por tráfico de drogas e outros crimes
Atendendo a pedido do MPPR, Tribunal de Justiça aumenta pena de homem condenado em Paranaguá por estupro de vulnerável de oito para 20 anos de prisão
Atendendo a pedido do MPPR, 6ª Câmara Criminal do TJPR aumenta pena de homem condenado por estupro de vulnerável de oito para 20 anos de prisão
Em Paranaguá, Ministério Público do Paraná denuncia padre por crime de violação sexual mediante fraude durante atendimento religioso na Ilha dos Valadares
Em Paranaguá, Ministério Público do Paraná denuncia padre por crime de violação sexual mediante fraude durante atendimento religioso à vítima
Em Paranaguá, Gaeco deflagra a Operação Estanque, que investiga a atuação de grupo organizado envolvido em furtos de cargas na modalidade “vazada”
Em Paranaguá, o Gaeco deflagra a Operação Estanque, que investiga a atuação de grupo organizado envolvido em furtos de cargas na modalidade “vazada”
Gaeco deflagra a Operação Chimera e cumpre mandados em apuração sobre possíveis crimes de peculato e fraudes a licitações do Município de Altônia
Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X