IGP-DI: desaceleração reflete queda na tarifa de eletricidade e freio de commodities agrícolas

“O IPA registrou alta menos intensa em relação a outubro, sendo influenciado pela desaceleração das commodities agrícolas. Pelo lado do consumidor, a queda observada foi impactada...

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Por Agência Estado

A desaceleração do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu 1,18% em novembro, ante 1,54% em outubro, está ligada principalmente à redução no preço da tarifa de energia ao consumidor final e uma alta mais leve nos preços das commodities agrícolas, informou em nota o economista do FGV IBRE, Matheus Dias.

“O IPA registrou alta menos intensa em relação a outubro, sendo influenciado pela desaceleração das commodities agrícolas. Pelo lado do consumidor, a queda observada foi impactada pela tarifa de eletricidade residencial, que teve a adoção da bandeira tarifária amarela”, disse Dias no documento que acompanha a divulgação do IGP-DI.

Conforme noticiado pelo Estadão/Broadcast, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve alta de 1,66% em novembro, ante 2,01% em outubro.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,13% em novembro, após a alta de 0,3% em outubro. Três de oito classes de despesa que compõem esse índice desaceleraram ou caíram de fato: habitação, que saiu da alta de 1,09% em outubro para queda de 1,99% em novembro; Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 0,11%) e Comunicação (0,13% para 0,06%).

As principais contribuições para este movimento partiram justamente da queda na tarifa de eletricidade residencial, cuja variação de preços saiu da alta de 4,41% em outubro para uma queda de 8,76% em novembro; artigos de higiene e cuidado pessoal (0,04% para -0,61%); e mensalidade de TV por assinatura, cujos preços se mantiveram estáveis em novembro após alta de 0,41% em outubro.

Construção

“No índice de custo da construção, o recuo foi impactado pela desaceleração da mão de obra”, continuou o especialista, em referência à desaceleração do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu apenas 0,40% em novembro, menos do que a alta 0,68% verificada no mês anterior.

Os três grupos componentes do INCC tiveram comportamentos variados na passagem de outubro para novembro: materiais e Equipamentos passaram de alta de 0,73% no mês anterior para 0,39% em novembro, serviços inverteu a alta de 0,56% para uma queda de 0,27%, e Mão de Obra desacelerou de 0,63% para 0,50%.

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